Europa Press/Contacto/Beata Zawrzel - Arquivo
Bruxelas exige a libertao "imediata e incondicional" de "seus advogados e o restante dos presos políticos injustamente encarcerados".
MADRI, 16 fev. (EUROPA PRESS) - A Unio Europeia considera que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é "o principal responsável" pela morte na priso do líder da oposio Alexei Navalni, que morreu há exatamente um ano neste domingo.
Navalni morreu em 16 de fevereiro de 2024, enquanto cumpria uma sentena de quase 30 anos de priso por "extremismo e fraude", em uma condenao que o ativista denunciou como o ápice de uma longa perseguio política orquestrada pelo presidente russo Vladimir Putin.
O ativista de 47 anos, que estava na lista russa de indivíduos e organizaes envolvidos com ativistas terroristas ou extremistas, estava preso desde sua deteno em janeiro de 2021, quando retornou a Moscou vindo de Berlim, onde estava se recuperando de um envenenamento que ele e os governos ocidentais atribuíram ao servio de segurana do presidente russo.
Moscou, vale lembrar, rejeitou as críticas sua morte e pediu para aguardar os resultados oficiais da autópsia. Sergei Narishkin, chefe do Servio de Inteligncia Estrangeira da Rússia, atribuiu a morte do líder da oposio a "causas naturais".
"Hoje faz um ano da morte do líder da oposio russa Alexei Navalni, pela qual o presidente Putin e as autoridades russas tm a responsabilidade final", disse a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurana, Kaja Kallas, em um comunicado.
Em sua lembrana, a UE enfatiza que Navalni deu sua vida "por uma Rússia livre e democrática" em um país que agora está "intensificando uma guerra ilegal de agresso contra a Ucrnia e realizando uma campanha de represso interna contra aqueles que defendem a democracia".
Bruxelas, lembrando que os advogados de Navalni esto "injustamente presos", estende essa situao a "centenas de prisioneiros políticos que a Rússia deve libertar imediata e incondicionalmente".
A UE lembra que, desde 2020, vem sancionando os responsáveis pelo envenenamento do ativista, seguido de sua "deteno arbitrária, acusao injusta e condenao politicamente motivada".
"Em 2024, a UE adotou um regime de sanes específico para a Rússia, com foco nos direitos humanos e visando aqueles que cometeram abusos, violaes e represso dos direitos humanos", acrescenta Kallas em sua declarao.
Por fim, a UE "apela Rússia para que ponha fim sua brutal represso sociedade civil, mídia e aos membros da oposio, e para que cumpra o direito internacional".
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