Publicado 26/05/2026 08:13

A UE convoca a encarregada de negócios da Rússia após ameaças contra diplomatas em Kiev

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 10 de março de 2022, França, Versalhes: A bandeira da União Europeia hasteada no exterior do palácio de Versalhes. Órgão consultivo da UE sobre o clima estabelece nova meta ambiciosa de redução de emissões. Foto: Kay Nietfe
Kay Nietfeld/Dpa - Arquivo

Bruxelas condiciona eventuais negociações de paz com Moscou até que a Rússia demonstre “uma disposição real para a paz”

BRUXELAS, 26 maio (EUROPA PRESS) -

A União Europeia convocou a encarregada de negócios da missão da Federação Russa junto à UE, Karen Malayan, para lhe transmitir que as advertências de Moscou sobre ataques iminentes contra Kiev e os diplomatas de países ocidentais são “inaceitáveis”, reafirmando que manterá sua presença na capital ucraniana apesar das advertências “desesperadas” do Kremlin.

Foi o que afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da UE, Anitta Hipper, que interpretou os avisos de Moscou aos diplomatas em Kiev para que deixassem a cidade como uma tentativa da Rússia de “semeia o pânico e gerar alarme” diante da impossibilidade de obter vitórias militares na frente de batalha contra a Ucrânia.

“Todos os comandantes, perpetradores e cúmplices desta grave violação do Direito Internacional Humanitário terão de prestar contas. Acabamos de convocar a encarregada de negócios russa. Isso ocorreu há pouco, e transmitimos a ela a mensagem de que isso é claramente inaceitável”, detalhou a porta-voz da UE.

Nesse sentido, ela garantiu que “a UE mantém sua presença e suas operações em Kiev” e destacou que “essas ameaças cheiram a desespero” por estarem “perdendo no campo de batalha”, como também assinalou recentemente a Alta Representante da União para a Política Externa, Kaja Kallas.

Esses ataques são, prosseguiu Hipper, “infelizmente uma realidade cotidiana para a Ucrânia, para Kiev e seus cidadãos” e, de fato, a delegação da UE no terreno e a sede da missão civil da UE em Kiev “também foram atingidas por ataques imprudentes”.

“Recordamos mais uma vez que qualquer ataque internacional e intencional contra civis e alvos não militares constitui um crime de guerra”, acrescentou, para depois concluir que os ataques da Rússia demonstram que Moscou não tem “o menor interesse na paz” e que “despreza totalmente todos os esforços nesse sentido”.

NÃO VÊ DISPOSIÇÃO DA RÚSSIA PARA A PAZ

De fato, ao ser questionada sobre se os Vinte e Sete chegaram a um consenso quanto a algum nome para representar a União em eventuais negociações de paz com a Rússia sobre a Ucrânia, ela respondeu que Bruxelas não vê “nenhum sinal” de que o presidente russo, Vladimir Putin, não queira acabar com a guerra e que não haverá conversas até que ele tenha “uma disposição real para a paz”.

As declarações da União Europeia ocorrem depois que, nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, instou seu homólogo americano, o secretário de Estado Marco Rubio, e os demais países com representação diplomática em Kiev a evacuar seu pessoal da capital ucraniana, na véspera de novos ataques russos com mísseis contra a cidade.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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