Europa Press/Contacto/Marius Burgelman - Arquivo
MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia manifestou nesta quarta-feira sua "veemente" condenação aos ataques "inaceitáveis" e "deliberados" do Irã contra o Bahrein e o Kuwait, ao mesmo tempo em que apelou à distensão, depois que as forças iranianas lançaram ataques contra ambos os países em retaliação aos novos bombardeios dos Estados Unidos, apesar do cessar-fogo acordado em abril.
“Esses ataques deliberados do Irã contra instalações civis são inaceitáveis, constituem graves violações do Direito Internacional Humanitário e ameaçam a segurança e a estabilidade regionais”, indicou a UE em um comunicado.
Em seguida, a União Europeia fez um apelo urgente à distensão, bem como à “plena aplicação” da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU, texto datado de 11 de março de 2026 no qual as Nações Unidas condenam “nos termos mais veementes” os ataques com mísseis e drones lançados pela República Islâmica contra o Bahrein, o Kuwait, Omã, o Catar, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia.
Concretamente, por meio dessa resolução, o órgão de segurança exige que Teerã cesse “imediatamente” seus ataques contra os países do Golfo, ao mesmo tempo em que condena os ataques a civis por meio do bombardeio de áreas residenciais, aeroportos, instalações energéticas e infraestruturas críticas, além de agressões contra navios mercantes no estratégico estreito de Ormuz.
“Nossos pensamentos estão com as vítimas desses ataques e desejamos uma rápida recuperação a todos os feridos”, concluiu o comunicado da União Europeia.
Vale ressaltar que a Guarda Revolucionária do Irã negou nesta quarta-feira ter atacado o aeroporto do Kuwait, acusando, por sua vez, Washington de ser responsável pelos danos nas instalações devido à queda de mísseis interceptores Patriot, no âmbito da onda de ataques de Teerã contra esse país do Golfo, que resultou em uma vítima fatal.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático