Publicado 09/04/2026 08:20

A UE condena a ofensiva de Israel no Líbano e ainda pondera a suspensão parcial do seu acordo comercial

Archivo - Arquivo - FOTO DE ARQUIVO - 13 de outubro de 2023, Israel, Tel Aviv: Ursula von der Leyen (à esquerda), presidente da Comissão Europeia, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, realizam uma coletiva de imprensa conjunta durante a visi
-/GPO/dpa - Arquivo

BRUXELAS 9 abr. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia condenou nesta quinta-feira a onda de bombardeios realizados por Israel na quarta-feira no Líbano, que causaram cerca de 250 mortos e mil feridos, e repreendeu o governo de Benjamin Netanyahu, afirmando que essas ações representam “uma escalada muito grave e uma ameaça inaceitável” à vida dos civis e à estabilidade no Oriente Médio.

“A União Europeia condena veementemente os recentes ataques lançados por Israel contra o Líbano, que causaram um elevado número de vítimas entre a população civil e uma extensa destruição de infraestruturas civis”, afirmou em coletiva de imprensa em Bruxelas o porta-voz de Relações Exteriores da UE, Anouar El Anouni, que fez um apelo por um cessar-fogo também no Líbano.

O porta-voz comunitário, que afirmou que esta quinta-feira é um “dia de luto”, também expressou, em nome do bloco comunitário, sua “mais profunda solidariedade com o povo do Líbano”, acrescentando que seus pensamentos “estão com as vítimas, suas famílias e todos os afetados pelo elevado nível de violência, bem como com as pessoas deslocadas”.

Dito isso, ele detalhou que a UE continuará apoiando uma “desescalada e uma cessação sustentável das hostilidades”, incluindo o “apoio político” ao governo do Líbano para o desarmamento do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, bem como à educação, aos serviços sociais, à “construção institucional” e ao pleno desdobramento do Exército libanês em todo o país, entre outros assuntos.

SUSPENSÃO DO ACORDO COM ISRAEL “CONTINUA EM ABERTO”

Questionado sobre as vozes que sugerem que a União deveria ser mais dura com Israel, como o presidente do Governo, Pedro Sánchez, que exigiu a suspensão do Acordo de Associação Comercial com Israel, El Anouni lembrou que essa medida “continua em aberto”.

“Temos sido e continuamos sendo firmes, ativando as ferramentas de que dispomos como UE. A diplomacia, evidentemente, é composta por instrumentos que temos acionado”, explicou, lembrando a possível suspensão parcial da associação comercial com Israel apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no ano passado.

“Neste momento, a situação atual é que as medidas continuam em aberto e há instrumentos em termos de atividade diplomática que devem ser utilizados”, acrescentou o porta-voz dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

KALLAS PEDE QUE O CESSAR-FOGO SEJA ESTENDIDO AO LÍBANO

Pouco antes, a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, criticou a “destruição tão massiva” causada por Israel no Líbano e pediu a extensão do cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irã, considerando que os ataques israelenses contra aquele país estão “sujeitando a forte pressão” a trégua recém-acordada.

“Os ataques israelenses mataram centenas de pessoas ontem à noite, o que torna difícil sustentar que ações tão contundentes se enquadrem na legítima defesa. As ações de Israel estão exercendo forte pressão sobre o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. A trégua com o Irã deveria ser estendida ao Líbano”, indicou ela em uma mensagem nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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