Publicado 22/06/2026 09:24

A UE condena a declaração do ministro israelense Ben Gvir, na qual ele pede que “todo o Líbano” seja incendiado

Archivo - Arquivo - 16 de março de 2026, Bélgica, Bruxelas: A Alta Representante da UE, Kaja Kallas, chega ao edifício Europa, em Bruxelas, para uma reunião do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia, a fim de discutir a situação na Ucrânia e no
Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire / DPA - Arquivo

BRUXELAS 22 jun. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia condenou nesta segunda-feira “com a maior firmeza possível” as declarações do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, nas quais ele pediu que “todo o Líbano arda” em retaliação à morte de quatro soldados às mãos do Hezbollah, e reiterou seu apoio ao povo libanês, ao qual prometeu continuar prestando ajuda de emergência.

“A UE condena com a maior firmeza possível esse tipo de discurso”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas o porta-voz de Relações Exteriores da Comissão Europeia, Anouar el Anouni, ao ser questionado sobre a mensagem nas redes sociais do ministro israelense, na qual ele pediu que todo o país mediterrâneo fosse incendiado.

Ele também relembrou as discussões que ocorreram entre os ministros das Relações Exteriores da União Europeia na última segunda-feira, quando “muitos Estados-membros” se mostraram favoráveis a impor sanções ao ministro Ben Gvir, “embora sem atingir o quórum necessário para um acordo”.

Nesse sentido, El Anouni ressaltou, “com toda a clareza”, que a União Europeia “está ao lado do Líbano e de seu povo”, que estão “pagando um preço muito alto por uma guerra que não procuraram” e sofrendo “demais e há tempo demais”.

“Fazemos um apelo a Israel para que respeite a soberania e a integridade territorial do Líbano, bem como para que retire suas forças do país, em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, prosseguiu em sua explicação, demonstrando a disposição da União Europeia de continuar prestando ajuda de emergência ao povo libanês.

A reação da União Europeia ocorre depois que o ministro israelense afirmou na sexta-feira, em uma mensagem nas redes sociais, que “por cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar” e que “Todo o Líbano deve arder!”. “Chega de pingue-pongue. No Oriente Médio não se vence com respostas moderadas e contenção: é preciso enlouquecer. Apagar. Aniquilar o terror”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado