Publicado 02/02/2026 10:03

A UE condena a decisão do Irã de designar como terroristas os exércitos dos Vinte e Sete

Archivo - Arquivo - As bandeiras da União Europeia tremulam em frente ao edifício Berlaymont, em Bruxelas, sede da Comissão Europeia.
Alicia Windzio/dpa - Arquivo

BRUXELAS 2 fev. (EUROPA PRESS) - A União Europeia reprovou nesta segunda-feira a decisão do Parlamento do Irã de designar como organizações terroristas os exércitos dos Estados-membros da UE em resposta à decisão dos 27 países, adotada na semana passada, de incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações consideradas terroristas.

“Rejeitamos o anúncio (do Irã) da inclusão dos exércitos da UE nessas listas e a acusação de terrorismo em sua totalidade”, afirmou o porta-voz dos Negócios Estrangeiros da UE, Anouar el Anouni, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, após ser questionado sobre a decisão de Teerã.

A reação da UE ocorre depois que o presidente do Parlamento do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf, declarou neste domingo os exércitos dos Estados-membros da União Europeia como organizações terroristas, em uma medida de retaliação após os 27 países terem concordado na semana passada com essa designação contra a Guarda Revolucionária.

“Declaro que, de acordo com o artigo 7.º da Lei de Contramedidas contra a Declaração da Guarda Revolucionária como Organização Terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas, e as consequências desta ação serão da responsabilidade da União Europeia”, afirmou Qalibaf perante uma sessão plenária da Assembleia Consultiva Islâmica em Teerã.

No entanto, o porta-voz comunitário também se referiu à decisão tomada nesta segunda-feira pelo governo do Irã de convocar todos os embaixadores dos países da UE em Teerã para protestar contra a designação da Guarda Revolucionária como grupo terrorista.

Depois de dizer que não pode dar detalhes sobre quais embaixadores de quais países foram chamados para consulta nem de que maneira, El Anouni limitou-se a dizer que esta é uma “prática diplomática” habitual que faz parte da Convenção de Viena.

Segundo explicou, a UE quer manter abertos os contatos diplomáticos com Teerã, apesar da declaração contra a Guarda Revolucionária, como parte das ferramentas para negociar com o regime iraniano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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