Publicado 11/06/2026 08:55

A UE condena o “assassinato” de um bebê de sete meses pelas mãos do Exército de Israel nas proximidades de Hebron

Archivo - Arquivo - Soldados israelenses em uma foto de arquivo.
Nasser Ishtayeh/SOPA Images via / DPA - Arquivo

BRUXELAS 11 jun. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia condenou nesta quinta-feira o “assassinato”, ocorrido na semana passada, de um bebê de sete meses pelas mãos de soldados do Exército de Israel, que abriram fogo contra o veículo em que ele viajava junto com seus pais, que também ficaram feridos, na cidade de Hebron, na Cisjordânia.

“Permitam-me condenar veementemente, em nome da UE, o assassinato de um bebê de sete meses pelas mãos de um soldado israelense na Cisjordânia na sexta-feira, 5 de junho”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas o porta-voz de Relações Exteriores da Comissão Europeia, Anouar El Anouani, ao ser questionado sobre o incidente.

O porta-voz comunitário também pediu ao governo de Israel que garanta “uma investigação independente, oportuna e exaustiva” e que assegure a responsabilização dos soldados israelenses que mataram a tiros o bebê de sete meses.

Depois de exigir também que Israel cumpra o Direito Internacional para proteger a população palestina no território ocupado da Cisjordânia, ele afirmou que a violência testemunhada na Palestina “é inaceitável” e que a violência contra crianças, “incluindo assassinatos e mutilações, deve cessar".

Por sua vez, a porta-voz-chefe do Executivo de Ursula von der Leyen, Paula Pinho, acrescentou que "não há palavras" para descrever o que significa "ver civis se tornarem vítimas de um conflito", ainda mais quando se trata de bebês. “Ninguém fica indiferente diante de tal incidente, acidente, tragédia”, concluiu.

O Ministério da Saúde da Autoridade Palestina denunciou, no último dia 5 de junho, a morte de um bebê de sete meses, identificado como Sam Fahd Abu Haikal, que faleceu após sucumbir aos ferimentos graves causados pelos tiros disparados por membros das forças israelenses contra o carro em que viajava com seus pais, que sofreram ferimentos moderados, na zona de Tel Rumeida, ao sul de Hebron.

De acordo com informações da agência de notícias palestina WAFA, a família foi levada ao hospital depois que agentes israelenses atiraram contra eles com munição real, ferindo o pai na mão e a mãe com a mesma bala que atravessou a mandíbula do bebê, durante a viagem de Belém a Hebron.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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