ALEXANDROS MICHAILIDIS - Arquivo
BRUXELAS 28 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia condenou nesta terça-feira a agressão sofrida por dois diplomatas da Embaixada da França em Teerã pelas forças de segurança iranianas e exigiu que as autoridades do país apurem as responsabilidades por fatos que considera “uma violação flagrante” do Direito Internacional.
“Esses atos constituem uma violação flagrante das Convenções de Viena e colocam em risco a própria condução das relações diplomáticas”, afirmou a Alta Representante para a Política Externa da UE, Kaja Kallas, em uma declaração em nome do bloco.
Nesse sentido, a União expressou sua solidariedade à França e instou o Irã a responsabilizar os autores da agressão e a cumprir “integralmente” seus compromissos internacionais.
A declaração de Kallas ocorre depois que o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, denunciou na última segunda-feira, 20 de julho, que dois diplomatas haviam sido detidos e interrogados por horas pelos serviços de segurança iranianos, tendo um deles sofrido uma suposta agressão física.
“Na noite de domingo, dois funcionários da Embaixada da França no Irã foram alvo de uma ação de intimidação extremamente grave por parte dos serviços de segurança iranianos, em flagrante violação das imunidades diplomáticas de que gozam”, denunciou ele nas redes sociais.
Barrot explicou que ambos os diplomatas são responsáveis por programas de apoio à sociedade civil, voltados especialmente para artistas e cientistas iranianos, e advertiu seu homólogo iraniano de que essa “afronta gravíssima e inadmissível” à integridade de seus funcionários “não poderá ficar sem resposta”.
“Isso constitui uma violação flagrante do Direito Internacional e das Convenções de Viena, das quais o Irã é signatário, que garantem a segurança do pessoal diplomático e constituem a base das relações entre os Estados”, destacou.
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