BRUXELAS 29 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia condenou o congelamento, por ordem judicial, das contas bancárias de sete ONGs acusadas na Geórgia de financiar protestos contra o governo e denunciou o fato como "outro ataque aos direitos fundamentais e um uso do sistema judicial como ferramenta de repressão", com o objetivo de "silenciar e punir vozes dissidentes".
O Serviço de Ação Externa, liderado pela Alta Representante Kaja Kallas, pediu às autoridades georgianas que revertessem "imediatamente" a medida e levassem em conta que as organizações da sociedade civil "não são inimigas do Estado, mas a espinha dorsal do pluralismo democrático e da responsabilidade".
Nesse sentido, ele destacou que "há anos" a sociedade civil da Geórgia tem pressionado pela aproximação com a União Europeia e tem denunciado o que considera ser uma "crescente repressão". O escritório de Kallas advertiu em sua nota que a perseguição às ONGs "contradiz os valores democráticos fundamentais e prejudica os princípios básicos esperados de um país candidato".
O Ministério Público da Geórgia justificou as restrições contra as ONGs com o argumento de que elas pagaram multas aos manifestantes e compraram itens de proteção para ajudar aqueles que saíram às ruas em 2024 para protestar contra o governo de Irakli Kobajidze.
Os protestos foram parcialmente motivados pela decisão de Kobajidze de desistir da perspectiva de adesão à UE e adotar políticas mais pró-russas.
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