Publicado 01/09/2026 04:53

A UE busca interceptores de mísseis para a Ucrânia entre países cujos estoques estão prestes a expirar

Archivo - Arquivo - 13 de julho de 2026, Bélgica, Bruxelas: A Alta Representante da UE para Assuntos Externos, Kaja Kallas, discursa durante uma coletiva de imprensa no prédio do Conselho Europeu, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos
Michael Brandt/dpa - Arquivo

BRUXELAS 1 set. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, pediu nesta terça-feira aos Estados-membros que possuem interceptores Patriot prestes a expirar que os entreguem à Ucrânia, já que o país enfrenta escassez desses equipamentos e passou por um dos verões com o maior número de ataques aéreos contra a população civil.

Ela fez essa declaração durante uma reunião informal dos ministros da Defesa da UE realizada na Irlanda, onde destacou a defesa aérea como uma das principais necessidades atuais da Ucrânia para enfrentar os ataques russos.

“O principal problema são as defesas aéreas: faltam interceptores. Sabemos que alguns países têm interceptores cujo prazo de validade expirará em breve; portanto, seria muito positivo que fossem entregues à Ucrânia para que possam utilizá-los e proteger sua população”, afirmou a chefe da diplomacia europeia.

Kallas não especificou quais Estados-membros dispõem desses interceptores prestes a expirar, mas explicou que a UE também está tomando providências com países fora do bloco para tentar obter mais unidades que possam ser fornecidas a Kiev.

“Também estamos mantendo contatos com países fora da União Europeia para conseguir interceptores que protejam a população civil, embora, é claro, isso seja muito difícil”, reconheceu ela.

Paralelamente, a Alta Representante revelou que os europeus estão trabalhando em conjunto com a Ucrânia para implementar um sistema europeu de interceptores, com o objetivo de reforçar, a longo prazo, as capacidades de defesa aérea do país contra os ataques russos.

“Os ucranianos, é claro, permanecem firmes e precisamos apoiá-los”, enfatizou Kallas, em um momento em que Kiev clama aos seus parceiros ocidentais por mais sistemas e munição de defesa aérea para proteger suas cidades e infraestruturas dos bombardeios russos.

ESPAÇO, SEGURANÇA MARÍTIMA E LÍBANO

Por outro lado, Kallas adiantou que os ministros da Defesa abordarão, durante a reunião desta terça-feira, o papel do espaço na segurança europeia, um âmbito no qual ele defendeu que a UE deve “dar um passo à frente” para manter sua posição como potência espacial.

“O espaço é um elemento-chave para a defesa, muito importante, com uso tanto civil quanto militar, e realmente precisamos dar um passo à frente para continuarmos sendo uma potência espacial, dada a situação atual”, afirmou.

Os ministros também discutirão a segurança marítima, com especial atenção à situação no Estreito de Ormuz, onde Kallas exigiu que se respeite a “liberdade de navegação” e reconheceu que os esforços diplomáticos empreendidos até agora “não surtiram efeito”.

“Para nós, é importante que não haja pedágios nem taxas nessas rotas que antes estavam abertas”, afirmou a Alta Representante, que insistiu na necessidade de garantir o tráfego por essa rota marítima estratégica.

Nesse sentido, os responsáveis europeus pela Defesa analisarão quais medidas adicionais podem adotar em conjunto para reforçar a proteção das infraestruturas submarinas críticas.

Por fim, os ministros abordarão a situação no Líbano e debaterão uma eventual missão europeia de apoio às Forças Armadas libanesas, diante da retirada da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), prevista para 2027.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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