Mais de dez países se ofereceram para contribuir com pessoal e recursos, com o objetivo de que a missão receba sinal verde em outubro
BRUXELAS, 1 set. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia está avançando nos preparativos para uma nova missão destinada a assessorar e treinar as Forças Armadas do Líbano, inclusive em questões de segurança de fronteiras e marítima, diante do fim do mandato da missão das Nações Unidas no país (FINUL), previsto para 2027.
Foi o que anunciou nesta terça-feira a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, após a reunião informal de ministros da Defesa realizada na Irlanda, onde os responsáveis europeus discutiram os planos para essa nova missão de apoio às forças libanesas, com o objetivo de que possam tomar uma decisão formal para sua implantação no próximo mês de outubro.
“Os ministros analisaram nossos planos para uma nova missão da UE que assessore e capacite as Forças Armadas do país, incluindo a segurança nas fronteiras e marítima. A UE não pretende substituir a UNIFIL, mas sim investir na capacidade do Líbano de garantir sua própria segurança”, explicou ela em entrevista coletiva.
O objetivo, prosseguiu a política estoniana, é “fortalecer” o Exército e a capacidade do Estado libanês de “garantir a segurança em todo o seu território”. Por enquanto, observou Kallas, o planejamento “avança satisfatoriamente” e espera-se que a decisão dos Vinte e Sete entre em vigor em outubro.
Kallas revelou ainda que mais de dez países — embora sem especificar quais — já demonstraram disposição para contribuir com pessoal e recursos para a futura missão, o que ela comemorou diante da necessidade de garantir que a nova mobilização conte com meios suficientes assim que for aprovada.
“É fácil abrir uma missão, mas depois há também a questão de como vamos dotá-la de recursos”, destacou a chefe da diplomacia europeia, que se mostrou satisfeita com o fato de os Estados-membros estarem “realmente dispostos a contribuir” com recursos e pessoal.
Por outro lado, ela reiterou que a futura missão europeia “não visa substituir a FINUL”, mas sim reforçar as capacidades próprias do país para garantir sua segurança, restabelecer a ordem e ter o “controle” do que ocorre no país.
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