Publicado 15/06/2026 03:24

A UE aplaude o acordo entre os EUA e o Irã e pede a reabertura “imediata” e “sem restrições” do Estreito de Ormuz

28 de maio de 2026, Bruxelas, Bélgica: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, falam à imprensa.
Europa Press/Contacto/Nicolas Landemard

MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou o acordo provisório de paz alcançado neste domingo entre os Estados Unidos e o Irã, ao mesmo tempo em que insistiu na necessidade de reabrir de forma “imediata” e “sem restrições” o estratégico estreito de Ormuz.

“Congratulo-me com o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irã, após os contínuos esforços diplomáticos de vários parceiros”, afirmou Von der Leyen em uma mensagem nas redes sociais, na qual defendeu como “prioridade” a “aplicação rápida e plena” do mesmo por parte de “todas as partes”, ao mesmo tempo em que destacou a importância de que o acordo permita a “reabertura imediata” da passagem que liga os golfos Pérsico e de Omã.

Em seguida, a presidente da Comissão Europeia enfatizou a importância de que a liberdade de navegação seja restabelecida “sem restrições”, em benefício da “estabilidade regional e da economia mundial”.

Nessa linha, defendeu que o texto negociado "ponha fim" aos "programas nucleares e balísticos do Irã", além de suas "atividades desestabilizadoras na região".

Por outro lado, Von der Leyen colocou o foco no Líbano, alertando que “não pode haver paz no Oriente Médio enquanto o Líbano estiver em chamas”. Por isso, instou “todas as partes” a “respeitar a soberania e a integridade territorial” do país, aplicando um “cessar-fogo genuíno”.

Em última instância, a presidente da Comissão considerou que “esta crise” deixa como “lição clara” o fato de que “as dependências energéticas se tornaram uma arma” e que, portanto, é necessário “diversificar” as “rotas de abastecimento”, bem como “desenvolver corredores de exportação alternativos para evitar o gargalo de Ormuz”.

Por sua vez, a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, considerou que “uma vez aplicado o acordo”, este também “deveria aliviar a crise energética mundial”. Da mesma forma, ela antecipou que nesta segunda-feira os ministros das Relações Exteriores da UE debaterão como a União pode “participar ativamente” da próxima fase.

“Desde a sua influência econômica até a sua experiência em matéria nuclear e suas relações de longa data com os parceiros do Golfo, a UE está disposta a contribuir para uma solução sustentável”, assegurou Kallas.

À reação das duas líderes da UE soma-se a do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que manifestou seu desejo de que, com este acordo, se “ponha fim” a esta “guerra onerosa” e que com ele venha também o “restabelecimento total da liberdade de navegação” no estreito de Ormuz.

“Agora as armas devem calar e as diferenças pendentes devem ser resolvidas por meios pacíficos, em conformidade com o Direito Internacional”, afirmou Costa, acrescentando que “a UE está disposta a contribuir para o avanço de uma estratégia global para uma paz duradoura em todo o Oriente Médio”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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