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Kallas diz que as sanções contra Israel não foram adotadas, mas também não estão fora de cogitação
BRUXELAS, 20 out. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia ainda está esperando o aval do Egito e de Israel para retomar sua missão civil na passagem de Rafah, na Faixa de Gaza, depois que a operação não pôde ser retomada no local, apesar da assinatura do acordo para o futuro de Gaza.
"A missão EUBAM Rafah precisa da aprovação do Egito e das autoridades israelenses para operar. Portanto, estamos prontos para reposicionar, mas também precisamos da aprovação deles", disse a Alta Representante da UE, Kaja Kallas, em uma coletiva de imprensa após a reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE-27 em Luxemburgo.
A esse respeito, o chefe da diplomacia europeia evitou, por enquanto, avaliar a opção de reforçar as missões civis da UE, uma demanda que tanto a França quanto a Espanha trouxeram à mesa hoje.
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, antes da reunião, pediu o fortalecimento das missões civis da UE em Gaza e na Cisjordânia para que possam contribuir para a estabilidade da região. No caso da EUBAM Rafah, "não apenas na segurança da passagem de pessoas, mas também das mercadorias que devem chegar em massa" para melhorar a situação da população palestina.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, pediu a "ampliação" de seu mandato para participar da "estabilização" da Faixa, defendendo a implementação de mecanismos para consolidar o cessar-fogo.
A UE ARQUIVA SANÇÕES CONTRA ISRAEL
Com relação às sanções econômicas que a UE está discutindo contra Israel pelos massacres em Gaza ou pelas represálias contra os atores que impedem a solução de dois Estados, Kallas indicou que o contexto mudou nas últimas semanas com a assinatura do acordo de paz, razão pela qual a UE não aprovará novas medidas por enquanto, mas também não as retirará da mesa.
"O contexto mudou desde que as medidas foram propostas. Discutimos o assunto hoje e houve opiniões muito divergentes, portanto, o que concordamos é que, por enquanto, não estamos avançando com as medidas, mas também não estamos descartando-as porque a situação é frágil", explicou.
De acordo com o ex-primeiro-ministro da Estônia, a UE quer ver uma melhora na entrega de ajuda humanitária a Gaza e também em questões financeiras para a Autoridade Palestina, que Israel continua a bloquear.
Assim, o bloco europeu opta por suspender as sanções contra Israel devido ao alto número de mortes de civis na Faixa, mais de 68.000, e ao bloqueio humanitário que causou uma situação catastrófica no enclave palestino. Tudo na esperança de que o acordo selado por Trump consolide a paz e crie um horizonte político para a criação de um Estado palestino.
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