CAMPAÑA DE DE LA ESPRIELLA - Arquivo
BRUXELAS, 18 ago. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, defendeu que a relação e a cooperação da UE com a Colômbia “transcendem as mudanças de governo”, após a posse do líder de extrema direita Abelardo de la Espriella como presidente da Colômbia.
Foi assim que a chefe da diplomacia europeia respondeu a uma pergunta parlamentar formulada pelo eurodeputado francês Anthony Smith, que lhe perguntou como ela pretendia garantir que De la Espriella cumprisse o Acordo Final de Paz de 2016 e outros compromissos, como a proteção dos defensores dos direitos humanos.
“A parceria da UE com a Colômbia baseia-se em objetivos de longo prazo que transcendem as mudanças de governo”, indicou Kallas em uma resposta por escrito, na qual assegurou que a UE “mantém seu firme compromisso” com o apoio à paz sustentável, à reconciliação e ao desenvolvimento inclusivo na Colômbia.
“Há quase uma década, a cooperação da UE está intimamente ligada à implementação do Acordo Final de Paz de 2016, em reconhecimento à sua importância como marco para abordar as causas profundas do conflito”, prossegue a política estoniana.
Além de seu apoio ao Acordo, ela indicou que a UE continua comprometida com a paz “em um sentido mais amplo”, reconhecendo que “a violência continua afetando várias regiões e comunidades vulneráveis” e que “a consolidação da paz continua sendo e continuará sendo”, portanto, “uma prioridade central do compromisso da UE na Colômbia”.
Nesse sentido, ela destacou a cooperação entre Bruxelas e Bogotá no fortalecimento da governança local, na promoção de um desenvolvimento rural inclusivo, na facilitação da reintegração de ex-combatentes, no reforço do Estado de Direito e na proteção das comunidades afetadas pela violência.
Por fim, a alta representante afirmou que a UE continuará implementando seus programas de cooperação “em consonância com esses objetivos de longo prazo” e continuará sendo “um parceiro confiável para a Colômbia na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento inclusivo”.
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