Publicado 15/05/2026 10:33

A UE afirma que o financiamento humanitário anunciado pelos EUA envia um "importante sinal de solidariedade"

Archivo - Arquivo - 4 de março de 2026: Hadja Lahbib, Comissária Europeia para a Preparação e Gestão de Crises; Igualdade, chega para a reunião semanal do Colégio de Comissários na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, Bélgica, na quarta-feira, 4 de març
Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski - Arquivo

BRUXELAS 15 maio (EUROPA PRESS) -

A União Europeia afirmou nesta sexta-feira que o anúncio do governo Trump sobre um financiamento adicional no valor de 1,8 bilhão de dólares (1,5 bilhão de euros) para projetos humanitários das Nações Unidas é um “gesto que envia um importante sinal de solidariedade” às populações vulneráveis em todo o mundo.

“A UE está disposta a colaborar estreitamente com os Estados Unidos para dar uma resposta eficaz às crises humanitárias em todo o mundo”, indicou a comissária europeia para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, em um comunicado.

Nesse sentido, ela destacou que “agora, mais do que nunca, é fundamental” que as organizações humanitárias aumentem seu apoio ao sistema global para que seja possível fornecer ajuda de emergência a “pessoas afetadas por conflitos, deslocamentos, insegurança alimentar e desastres naturais”.

“O caminho a seguir é claro: garantir a continuidade da responsabilidade compartilhada em nível internacional e defender a importância de uma ação humanitária baseada em princípios, humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência”, afirmou.

No entanto, ela instou doadores e atores humanitários a manterem uma “sólida coordenação” a fim de “maximizar o impacto e garantir que a ajuda chegue àqueles que mais precisam, independentemente de quem sejam, onde estejam ou quais sejam suas crenças”.

"A UE continuará trabalhando em conjunto com seus parceiros para defender o Direito Internacional Humanitário, proteger a população civil e facilitar o acesso humanitário em contextos de crise em todo o mundo", concluiu a comissária.

O embaixador dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Michael Waltz, anunciou a alocação adicional em uma coletiva de imprensa na véspera em Nova York, ao lado do secretário-geral adjunto das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, e do subsecretário do Departamento de Estado, Jeremy Lewin.

Os fundos norte-americanos são agora canalizados por meio do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) desde que Washington anunciou, em dezembro, um acordo com a organização internacional para revisar sua contribuição financeira aos programas da ONU.

O OCHA lançou em março uma iniciativa, sob o nome de “Reinício Humanitário”, que tinha como objetivo reformar o sistema internacional de ajuda, reduzindo a burocracia e priorizando medidas de resgate em situações de crise.

O plano foi adotado após o rombo financeiro detectado, em parte, na sequência da decisão dos Estados Unidos de desmantelar os programas de sua agência de ajuda internacional (USAID), bem como por suas mudanças drásticas na política externa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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