Publicado 07/01/2026 14:56

A UE afirma que o direito "é mais forte do que a força" e defende que "a Gronelândia pertence ao seu povo".

19 de dezembro de 2025, Bélgica, Bruxelas: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala durante a coletiva de imprensa após a cúpula da UE em Bruxelas. Foto: Michael Kappeler/dpa
Michael Kappeler/dpa

BRUXELAS 7 jan. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira que, embora a União Europeia “não seja perfeita”, ela é uma promessa de que “o direito é mais forte que a força” e que “a cooperação é mais forte que o confronto”, princípios que são válidos “também para a Groenlândia”.

Durante seu discurso na cerimônia de inauguração da Presidência cipriota do Conselho da União Europeia, realizada nesta quarta-feira em Nicósia, a chefe do Executivo comunitário comemorou que Chipre assuma a tarefa neste momento, pois é um dos poucos países dos 27 que melhor compreende “as consequências da divisão”. “A própria União Europeia nasceu do conflito. A nossa União não é perfeita, mas é uma promessa: que a cooperação é mais forte do que a confrontação, que o direito é mais forte do que a força. Princípios que se aplicam não só à nossa União Europeia, mas também, da mesma forma, à Gronelândia”, afirmou.

Nesse sentido, afirmou que Chipre traz para a sua Presidência “uma autoridade moral única” como país “na encruzilhada de continentes, culturas e crises”, compreendendo “a importância estratégica da paz e da estabilidade”, bem como “a urgência da segurança num mundo incerto” e “o valor duradouro da paz”.

“A GROENLÂNDIA PERTENCE AO SEU POVO”

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também proferiu um discurso na abertura da presidência cipriota da UE, salientando que Chipre “assume o leme” num “momento muito desafiante”, mas que a própria história do país “lhe deu uma compreensão muito concreta do valor crucial do Direito Internacional”.

Para o socialista português, a Europa “não é apenas uma referência geográfica”, mas também “uma comunidade de valores”. “A nossa força coletiva baseia-se numa economia próspera e num maior esforço de investimento na defesa, sim. Mas, acima de tudo, depende da coerência com que defendemos esses valores”, acrescentou.

Por esse motivo, defendeu que a União Europeia “não pode aceitar violações do Direito Internacional”, seja “em Chipre, na América Latina, na Gronelândia, na Ucrânia ou em Gaza”. “A Gronelândia pertence ao seu povo. Não se pode decidir nada sobre a Dinamarca e sobre a Gronelândia sem a Dinamarca ou sem a Gronelândia. Contam com todo o apoio e solidariedade da União Europeia”, prosseguiu durante o seu discurso, afirmando que a Europa continuará a defender o direito internacional e o multilateralismo. “Nós, europeus, aprendemos com a nossa própria história que o unilateralismo é um caminho rápido para o conflito, a violência e a instabilidade”, concluiu Costa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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