SIERAKOWSKI FREDERIC / EUROPEAN UNION - Arquivo
BRUXELAS 23 out. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia adotou nesta quinta-feira uma nova rodada de sanções contra a Rússia, incluindo a proibição de importações de gás natural liquefeito a partir de janeiro de 2027, bem como medidas contra o setor bancário, criptomoedas e a frota fantasma russa.
A 19ª rodada de sanções europeias contra a Rússia por causa da invasão da Ucrânia foi acordada na véspera da cúpula dos líderes da UE-27 na quinta-feira, depois de superar um veto imposto pela Eslováquia sobre o impacto das medidas no fornecimento de energia do país.
O principal elemento do pacote é a proibição da importação de gás natural liquefeito russo para a UE. Essa proibição terá início em janeiro de 2027 para contratos de longo prazo e em seis meses para contratos de curto prazo. As sanções também reforçam a proibição existente de transações com dois grandes produtores de petróleo estatais russos, a Rosneft e a Gazprom Neft.
O pacote busca dar um golpe na frota fantasma que a Rússia usa para escapar das sanções e acrescenta 117 embarcações à "lista negra" da UE, que agora inclui 557 embarcações. Ele também impõe restrições ao acesso aos portos, limites às transferências entre navios e ao seguro, além de um registro de navios de bandeira falsa.
As medidas também têm como alvo os navios-tanque de fora da UE que fazem parte da frota paralela da Rússia, que contorna o mecanismo de limite do preço do petróleo e, de outra forma, apoia o setor energético da Rússia ou transporta equipamentos militares para a Rússia ou grãos ucranianos roubados.
Para acomodar as manobras da Rússia para contornar as sanções, o bloco listou 45 novas entidades que facilitam transações de commodities proibidas relacionadas ao desenvolvimento de drones, incluindo doze empresas chinesas, três indianas e duas tailandesas.
SETOR BANCÁRIO E CRIANÇAS ROUBADAS
Por outro lado, a UE estende a proibição total de transações a cinco bancos russos e outros quatro localizados em Belarus e no Cazaquistão, além de aplicar uma proibição de serviços de criptomoeda para cidadãos e entidades russas.
Em particular, ela quer restringir o uso da criptomoeda A7A5, criada com o apoio do Estado russo, com a qual os agentes financiam atividades que apoiam a guerra na Ucrânia. As sanções europeias se estendem ao desenvolvedor da A7A5, ao emissor quirguiz da A7A5 e ao operador de uma plataforma onde um volume significativo de A7A5 é negociado.
Entre outras medidas, a UE tomou a iniciativa de criar um novo critério para sua "lista negra" sobre o sequestro de crianças ucranianas que foram levadas para a Rússia no contexto da guerra. Esse pacote impõe restrições a 11 indivíduos responsáveis por essas atividades, e espera-se que haja sanções futuras contra os envolvidos no sequestro, na assimilação forçada e na educação militarizada de menores ucranianos.
Outro elemento novo é a adoção de um novo mecanismo que limita o movimento de diplomatas russos dentro da UE, por meio do qual eles terão que buscar permissão explícita das autoridades nacionais para se deslocar entre os países da UE.
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