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BRUXELAS, 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia acusou a Rússia de “aterrorizar civis” e de não estar “de forma alguma interessada na paz”, depois que, na madrugada desta quinta-feira, lançou novos bombardeios sobre várias cidades da Ucrânia, que deixaram pelo menos 15 mortos e 98 feridos.
Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da UE, Anitta Hipper, condenou os ataques de Moscou e reafirmou o compromisso da União Europeia de “redobrar todos os esforços” para apoiar a Ucrânia, seja por meio de sanções à Rússia ou de ajuda financeira a Kiev.
“Isso demonstra mais uma vez que a Rússia não está de forma alguma interessada na paz. As forças armadas russas realizaram deliberadamente esses ataques contra a Ucrânia, atacando o sistema de emergências e aterrorizando a população civil, como sabem fazer de melhor”, indicou a porta-voz.
Depois de afirmar que os pensamentos da União estão com as vítimas e os feridos, ela sustentou que a UE continuará apoiando a Ucrânia “para que resista e supere esta guerra de terror”, enfrentando a “forma de agir” do Kremlin, que consiste em “reprimir, matar, ameaçar e causar destruição”.
Segundo Hipper, “a Rússia é um Estado agressor com comportamentos criminosos”, um fato que “se demonstra não apenas na Rússia, onde Putin praticamente aniquilou toda a oposição, não apenas na Ucrânia, mas em todo o mundo”.
“O que Putin e a Rússia deveriam fazer é empenhar-se na paz com uma intenção real e olhar também para a sua própria economia enfraquecida, em vez de continuar com a sua guerra de terror”, prosseguiu na sua explicação, recordando as perdas monetárias e o déficit orçamentário de Moscou, à medida que a guerra na Ucrânia pressiona as suas finanças públicas.
Por isso, afirmou a porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), “já é hora de a Rússia pôr fim à sua guerra de terror e agressão”, uma vez que a União Europeia continuará trabalhando “pela paz com a Ucrânia e para a Ucrânia”.
As declarações da UE ocorrem após mais uma noite de bombardeios do Exército russo contra território ucraniano, que deixou pelo menos 15 mortos, mais da metade em Odessa — no sul do país —, e 98 feridos, a maioria dos quais em Kiev, conforme informado pelas autoridades das diversas cidades atacadas, entre as quais também está Dnipro, na parte oriental do país.
A Força Aérea ucraniana especificou que as tropas russas lançaram cerca de 660 drones, 19 mísseis balísticos “Iskander” e 25 mísseis de cruzeiro neste ataque, sobre o qual a Rússia não se pronunciou e que foi um dos mais intensos desde o início da guerra, desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin
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