Europa Press/Contacto/Thomas Krych
MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Justiça da Ucrânia informou na quarta-feira que mais de 8.000 prisioneiros se juntaram às fileiras das Forças Armadas desde que uma medida foi aprovada em maio de 2024 para aliviar a falta de pessoal militar, em um momento em que a ofensiva russa estava em pleno andamento.
Os primeiros grupos de pessoas libertadas da prisão - principalmente por delitos menores - entraram em combate em agosto de 2024. Em troca, o governo comutou suas sentenças. "Esse programa dá às pessoas uma segunda chance", disse Yevhen Horobets, chefe do Departamento de Execução de Sentenças.
É uma oportunidade, explicou ele, "não apenas para expiar sua culpa, mas também para provar sua lealdade à Ucrânia" em um momento em que "todos os combatentes são necessários", informou a agência de notícias Ukrinform.
"Até o momento, mais de 8.000 homens e mulheres se juntaram às fileiras, e cerca de 900 outros pedidos estão sendo considerados", disse Horobets, observando que muitas dessas pessoas já foram condecoradas e premiadas por "suas façanhas militares".
Em maio de 2024, o parlamento ucraniano aprovou uma lei sobre a mobilização voluntária de certas categorias de prisioneiros, deixando de fora os condenados por assassinato, pedofilia ou crimes contra a segurança nacional. Os demais só poderão se alistar se faltarem menos de três anos para o fim de sua sentença.
A iniciativa tem o objetivo de resolver os graves problemas de mobilização que a Ucrânia vem enfrentando. Sob a lei marcial remanescente do país, homens entre 18 e 60 anos de idade estão proibidos de deixar o território ucraniano.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático