Publicado 06/07/2026 08:09

A Ucrânia solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU após os ataques da Rússia contra Kiev

Sibiga alerta que “respostas tardias ou fracas não podem deter o terror” e clama por “unidade” para “dissuadir o agressor”

Archivo - Arquivo - 1º de abril de 2026, Kiev, Ucrânia: O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com a ministra das Relações Exteriores, Comércio e Defesa da Irlanda, Helen McEntee, n
Europa Press/Contacto/Yevhen Kotenko - Arquivo

MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo da Ucrânia solicitou nesta terça-feira uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas após “o segundo ataque em grande escala” nos últimos dias por parte do Exército da Rússia contra a capital ucraniana, Kiev, que deixou pelo menos 45 mortos na última semana.

“Após o segundo ataque maciço com mísseis e drones perpetrado pela Rússia em apenas alguns dias, a Ucrânia solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andri Sibiga, que pediu à Presidência do Conselho de Segurança da ONU, atualmente ocupada pela República Democrática do Congo (RDC), e aos membros do órgão que apoiem esse pedido de Kiev.

Assim, ele afirmou que “respostas tardias ou fracas não podem deter o terror” e acrescentou que “somente uma ação firme, baseada em princípios e oportuna, conseguirá isso”. “A comunidade internacional deve permanecer unida para dissuadir o agressor e continuar promovendo uma paz integral, justa e duradoura, em consonância com a Carta das Nações Unidas”, explicou.

Sibiga destacou ainda, em uma mensagem nas redes sociais, que “cada míssil russo lançado contra a Ucrânia carrega uma mensagem que vai além das fronteiras ucranianas”, ao mesmo tempo em que indicou que Moscou busca, com esses ataques, “convencer o mundo de que a violência pode substituir a lei, de que o medo é mais forte que a solidariedade e de que a brutalidade fica impune”.

As autoridades ucranianas denunciaram que a última onda de ataques — na qual foram lançados mais de 350 drones e cerca de 70 mísseis, segundo a Força Aérea da Ucrânia — deixou pelo menos quatorze mortos em Kiev, dias depois de outro bombardeio em grande escala pela Rússia ter causado 31 mortes na capital do país europeu.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis na Rússia”. Nesse sentido, destacou que atacou “instalações da indústria militar e instalações de combustível e energia” em Kiev e na região de Kiev, bem como “infraestrutura de aeródromos militares” em Kiev, Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasi e Chernígov.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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