Publicado 29/04/2026 09:24

A Ucrânia solicita formalmente a Israel a apreensão de um navio russo que transporta grãos supostamente roubados

Archivo - Arquivo - 3 de março de 2026, Kiev, Ucrânia: O presidente da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, Anatolii Zahorodnii, o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, e o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi (
Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk - Arquivo

MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Ucrânia solicitou oficialmente a Israel que apreenda um navio russo que transporta uma suposta carga de grãos ucranianos roubados, em mais uma medida das exigências de Kiev a Tel Aviv devido à sua inércia em conter essa situação e após a União Europeia ter ameaçado com sanções.

O procurador-geral ucraniano, Ruslan Kravchenko, explicou que toda a documentação relativa ao caso já está nas mãos das autoridades competentes de Israel, às quais foi solicitada a inspeção e apreensão do navio “Panoramitis”, sua carga e documentação, além do interrogatório dos membros da tripulação.

Segundo as autoridades ucranianas, o referido navio, que se dirige ao porto da cidade de Haifa, no norte de Israel, transporta uma carga de grãos proveniente dos territórios do leste da Ucrânia que estão sob controle da Rússia desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

“Desde o início da agressão em grande escala da Rússia, mais de 1,7 milhão de toneladas de produtos agrícolas, com um valor total superior a 20 bilhões de hryvnias (cerca de 387 milhões de euros), foram exportadas ilegalmente dos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia”, denunciou o procurador.

“Acabou a época de impunidade para a pilhagem sob bandeiras estrangeiras”, enfatizou Kravchenko, que adverte que continuarão identificando cada uma das embarcações que cometerem esse tipo de ilegalidade, com o objetivo de levar os responsáveis e cúmplices dos crimes contra a Ucrânia perante os tribunais.

Nos últimos dias, a Ucrânia elevou o tom para destacar essa situação, exigindo não apenas uma resposta de Israel, mas também criticando a falta de equilíbrio que existe entre os dois parceiros no que diz respeito ao apoio mútuo.

O próprio presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, instou Israel a agir, o que não foi bem recebido — Israel sustenta que não há provas que sustentem essas acusações —, nem o fato de Kiev ter recorrido às redes sociais e à mídia, em vez de utilizar os canais oficiais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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