Publicado 17/03/2026 23:43

A Ucrânia e o Reino Unido anunciam que intensificarão sua colaboração nas áreas de segurança e indústria de defesa

Archivo - Arquivo - 19 de dezembro de 2025, Varsóvia, Varsóvia, Polônia: Varsóvia, 19/12/2025. Encontro do primeiro-ministro Donald Tusk com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky --- Encontro do primeiro-ministro polonês Donald Tusk com o presidente
Europa Press/Contacto/Igor Jakubowski - Arquivo

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, emitiram nesta terça-feira uma declaração conjunta para reforçar sua colaboração em matéria de segurança e defesa, com o objetivo de, ao mesmo tempo, contribuírem conjuntamente para o desenvolvimento das futuras capacidades defensivas europeias.

“Essa cooperação reflete o entendimento comum de que a Ucrânia não é apenas um Estado que se defende da agressão, mas também um contribuinte para a segurança de seus parceiros e para o fortalecimento da postura de defesa coletiva da Europa”, afirma o comunicado conjunto divulgado pelos gabinetes de ambos os líderes.

Especificamente, o objetivo é reforçar a preparação para a defesa coletiva, potencializar a dissuasão e contribuir para a estabilidade e a segurança na Europa a longo prazo, acrescentou Downing Street.

No calor do encontro bilateral entre os líderes, o Reino Unido reafirmou seu compromisso de apoiar as capacidades defensivas de Kiev, especialmente por meio de uma “assistência militar sustentada” e de uma cooperação em matéria de capacidades militares “avançadas”, com prioridade para a defesa aérea, a artilharia e o poder de fogo de longo alcance.

DEFESA E TECNOLOGIA

Enfatizando a importância da parceria industrial e tecnológica no setor de defesa, ambas as nações afirmaram que trabalharão em prol de um ecossistema baseado nos princípios de “inovação, resiliência e rápida adaptação aos desafios de segurança do momento”. Para isso, contemplam P&D e linhas de produção conjuntas, a integração das cadeias de suprimentos de defesa e o desenvolvimento de parcerias industriais que apoiem a produção em grande escala de sistemas defensivos.

Além disso, destacando o valor do acordo entre os ministérios da Defesa de ambos os países — que permite a produção sob licença do drone interceptador “Octopus” no Reino Unido, projetado na Ucrânia —, os dois líderes anunciaram que se empenharão em acelerar a implementação do programa Lyra, um portfólio de projetos de desenvolvimento conjunto que inclui drones, defesa aérea e outras áreas tecnológicas inovadoras.

“Esta iniciativa marca um marco importante na cooperação industrial em matéria de defesa entre a Ucrânia e o Reino Unido, demonstrando o potencial para ampliar a produção de soluções inovadoras, bem como de tecnologias ucranianas comprovadas no campo de batalha, por meio de alianças industriais”, afirma o comunicado conjunto.

Por isso, ambos os executivos concordaram em “corrigir as deficiências críticas” detectadas nas capacidades de defesa aérea da Ucrânia, do Reino Unido e de toda a zona euro-atlântica, priorizando interceptores e sistemas de detecção, a integração de sistemas antimísseis de cruzeiro e o desenvolvimento de capacidades antimísseis balísticos.

Nessa mesma linha, reconhecendo a experiência ucraniana diante de uma agressão em grande escala como um “recurso único e valioso” para o desenvolvimento de “capacidades defensivas modernas”, Londres se comprometeu com Kiev a “promover a integração sistemática” dessa experiência operacional por meio de uma cooperação que inclua o intercâmbio de lições aprendidas na linha de frente ou a análise de práticas operacionais e inovações táticas.

Concretamente, será fundamental nesse trabalho prestar atenção aos sistemas não tripulados, às tecnologias de combate a drones, à guerra eletrônica, à defesa aérea e à proteção de infraestruturas críticas, conforme destacaram.

INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES E SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA

Paralelamente, os gabinetes de ambos os líderes divulgaram um comunicado conjunto sobre o “diálogo estratégico” entre seus países. Nele, após sublinhar o papel “fundamental” da Força Expedicionária Conjunta — formato de defesa do norte da Europa liderado pelo Reino Unido — como plataforma para fortalecer a cooperação em matéria de segurança no norte da Europa e na região do Báltico, Zelenski e Starmer defenderam o “reforço” do papel da Ucrânia como “parceiro privilegiado”, aprofundando a participação de Kiev, incluindo treinamento, manobras e desenvolvimento de capacidades.

Outro dos eixos da cooperação bilateral versará sobre o intercâmbio de informações operacionais, com dados “oportunos” e “confiáveis”, podendo-se estudar, para tal, o desenvolvimento de canais de intercâmbio de informações “seguros” e “resilientes” destinados a esse fim, de acordo com o texto divulgado.

Além disso, o documento também menciona a necessidade de um “apoio ativo” para que Kiev participe das negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos, o reforço da segurança energética da Ucrânia, bem como que “a Ucrânia e o Reino Unido continuarão a exercer uma pressão econômica sustentada” sobre a Rússia por meio de uma “cooperação reforçada em matéria de sanções”.

“Concordamos que esses esforços incluiriam novas medidas para enfrentar a frota fantasma da Rússia. Também que a Rússia deve pagar pelos danos que está causando à Ucrânia”, destaca o compromisso entre os dois países, que acrescenta que trabalharão com seus parceiros internacionais para estudar “todas as vias legais” que garantam que “a Rússia pague e a Ucrânia obtenha o financiamento de que necessita”.

Por isso, ambas as nações “se comprometeram a garantir” que os ativos soberanos russos permaneçam bloqueados em todas as jurisdições até que Moscou “ponha fim à sua guerra de agressão e pague pelos danos que causou”, afirma o documento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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