Publicado 04/03/2025 10:57

Ucrânia - Polônia detecta os primeiros sinais de suspensão da ajuda dos EUA à Ucrânia

22 de janeiro de 2024, Kiev, Oblast de Kiev, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, à esquerda, acompanha o primeiro-ministro polonês Donald Tusk ao chegar para discussões bilaterais no Palácio Mariinskyi, em 22 de janeiro de 2024, em Kiev,
Europa Press/Contacto/Ukraine Presidency/Ukrainian

MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, confirmou nesta terça-feira que já há sinais em solo polonês de que o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a suspensão da ajuda militar à Ucrânia não é "apenas palavras" e está começando a ser colocado em prática.

Antes da reunião do Conselho de Ministros, Tusk indicou que as informações que recebeu tanto da fronteira quanto do aeroporto de Jasionka, que serve como centro logístico para suprimentos, indicam a nova medida adotada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

"Não vejo razão para pensar que são apenas palavras", disse Tusk, que reconheceu que "a situação é séria", segundo a agência PAP. "Não preciso convencer ninguém de que isso exige uma concentração especial por parte do governo", acrescentou o primeiro-ministro em uma mensagem aos membros do gabinete.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Pawel Wronski, também reconheceu que "a situação é muito séria", lamentando, por exemplo, que Trump tenha tomado a decisão sem consultar os aliados da OTAN ou o grupo Ramstein - uma aliança de mais de 50 países que coordena a entrega de ajuda à Ucrânia. Wronski enfatizou que, no que diz respeito à Polônia, ela "continuará a apoiar a Ucrânia em sua luta contra a agressão russa".

Varsóvia também se concentrou nas consequências dessa decisão para a defesa da própria Polônia. "Se a Ucrânia não tiver essas capacidades, a segurança polonesa diminuirá automaticamente", disse o vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk.

"Uma coisa é certa: enquanto a Ucrânia lutar, não teremos o exército russo em nossas fronteiras", disse Tomczyk em uma entrevista à Radio Zet, na qual ele lembrou que a doutrina oficial da OTAN afirma que a maior ameaça à segurança do bloco é a Rússia.

"Tudo o que visa fortalecer a Rússia e enfraquecer a Ucrânia não contribui para a segurança da Polônia", advertiu, acrescentando que eles estão "profundamente interessados" na "paz justa" em que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski está insistindo, de modo que uma situação surgirá em "alguns meses ou anos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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