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BRUXELAS 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Verkhovna Rada ucraniana, Ruslan Stefanchuk, pediu na terça-feira que a União Europeia se mantenha firme em seu apoio à Ucrânia e aumente a pressão sobre a Rússia, poucos dias antes do terceiro aniversário da invasão ordenada por Vladimir Putin e quando a nova administração dos EUA estabeleceu como meta o lançamento de negociações para acabar com a guerra.
Em um discurso no plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo, Stefanchuk disse que a paz na Ucrânia só virá pela "força" e "se a pressão contra o agressor for consolidada".
"A Rússia não quer apenas arruinar nosso país", disse ele, assegurando aos eurodeputados que "o perigo está muito mais próximo do que vocês pensam", alertando que o Kremlin também está colocando em risco Varsóvia e Bruxelas.
A fim de trazer uma paz duradoura ao conflito iniciado pelo Kremlin, Stefanchuk defendeu o redobramento das sanções europeias e o trabalho para garantir que Moscou não possa evitá-las. Ele também pediu a responsabilização pelos crimes de guerra russos, alertando os eurodeputados de que a Rússia "ultrapassou todas as linhas vermelhas imagináveis".
Sobre a adesão à UE, o presidente do parlamento ucraniano reiterou o compromisso de Kiev com a agenda de reformas que a aproximará do bloco, apontando para a esperança de que a UE possa abrir os primeiros capítulos das negociações com a Ucrânia antes do verão.
"A LUTA NÃO É APENAS DA UCRÂNIA".
Por sua vez, a Comissária para o Alargamento, Marta Kos, enfatizou em um debate parlamentar pouco antes sobre a situação na Ucrânia que a guerra lançada por Putin "não é apenas a luta da Ucrânia". "É uma luta pelos valores que definem todos nós. E pela própria segurança da Europa. A Ucrânia precisa do nosso contínuo apoio político, econômico e militar", disse ele.
Nesse sentido, ele pediu que o bloco europeu e suas instituições permaneçam firmes em seu apoio político, militar e financeiro a Kiev, insistindo que isso significa fortalecer as "próprias bases da paz e da segurança europeias".
Com relação à adesão de Kiev à Europa, o Comissário para o Alargamento elogiou os "enormes esforços" do povo ucraniano no caminho da UE, enfatizando que a UE "deve reconhecer isso". "Esta é a lógica do mérito da própria UE em sua política de alargamento: devemos estar à altura de seus esforços e abrir o primeiro grupo de negociações o mais rápido possível este ano", disse ela, reiterando seu apelo para que os 27 dêem o passo nos próximos meses.
MAIS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA E USO DE ATIVOS CONGELADOS
Na mesma linha, a Conferência dos Presidentes, que reúne os líderes dos grupos parlamentares do Parlamento, reiterou sua firme solidariedade com a Ucrânia no terceiro aniversário da invasão russa, afirmando que a UE deve permanecer unida em apoio à soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia.
Eles destacam o apoio militar, econômico, militar e financeiro, dizendo que a UE deve acelerar a ajuda militar e estabelecer a estrutura legal para permitir o uso de ativos russos congelados.
Os líderes dos grupos parlamentares pediram que a UE amplie "significativamente" as sanções contra o Kremlin e implemente outras medidas contra a evasão de sanções, além de apontar para a responsabilização por meio do futuro tribunal especial contra o crime de agressão na Ucrânia.
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