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MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da Ucrânia decidiu amenizar as tensões com a Polônia após a última polêmica surgida em torno da designação de uma unidade militar ucraniana com referências a um grupo ultranacionalista acusado, no país vizinho, de cometer massacres, e alertou que essa disputa só beneficia a Rússia.
“É preciso deixar as emoções de lado”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, que ressaltou que ambos os países precisam um do outro e que o seu está comprometido em estabelecer uma “parceria equitativa, honesta e mutuamente benéfica”.
Essas declarações lembram as últimas declarações desta semana do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, que propôs deixar para trás as relações construídas com “o trauma do passado”, reconhecendo que a cooperação é o melhor caminho.
Sibiga declarou que a Ucrânia precisa da Polônia em suas aspirações de adesão à União Europeia, mas que também “é evidente” que a segurança deste país depende do sucesso do seu na guerra contra a Rússia, à qual realmente beneficia qualquer tensão ou tendência negativa entre os parceiros do continente.
No entanto, ele destacou que essas questões de memória histórica devem ser deixadas a cargo dos historiadores e especialistas, evitando assim qualquer tipo de “politização” ou de “emoções e pressões políticas” que, a longo prazo, não beneficiam as relações bilaterais, conforme informou a agência Ukrinform.
Da mesma forma, ele ressaltou que a Ucrânia “não deve se envolver” em assuntos de política interna, lembrando como a “retórica antiucraniana” prejudicou todas as relações com a Hungria de Viktor Orbán. “É um caminho sem saída”, afirmou.
Sibiga se referiu, assim, à decisão do presidente da Polônia, Karol Nawrocki, de retirar de seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, da Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração do Estado polonês, por permitir que uma unidade do Exército de seu país fosse batizada de ‘Heróis da UPA’, em alusão à referida milícia acusada de massacres na Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.
A decisão de retirar essa condecoração de Zelenski foi considerada pelo próprio presidente ucraniano como uma questão de política interna, uma vez que Nawrocki busca que seu partido volte a ser a principal força política da Polônia, em detrimento da formação do primeiro-ministro Tusk.
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