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MADRID, 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O Verkhovna Rada - o parlamento ucraniano - apoiou na terça-feira a retirada do país da convenção sobre minas terrestres antipessoais, em consonância com o que já foi aprovado por outros países vizinhos, sob a premissa dos perigos representados pela Rússia.
Assim, a Ucrânia se junta à Polônia, à Finlândia e aos países bálticos, que já confirmaram sua recente retirada do Tratado de Ottawa, que proibiu o uso, a produção, o armazenamento e a venda desse tipo de dispositivo, que matou mais de 143 mil pessoas entre 1999 e 2020, de acordo com as Nações Unidas.
O projeto de lei, que foi aprovado por 299 deputados, apela para a necessidade de fortalecer suas capacidades diante da invasão russa, bem como para o direito de autodefesa da Ucrânia.
Ele também aponta para o fato de que a Rússia não faz parte do tratado, portanto, há uma assimetria na defesa e nas formas de lidar com essa guerra. "Isso cria vantagens para o agressor e limita as capacidades da Ucrânia", observa ele.
Atualmente, há mais de 160 países que assinaram o Tratado de Ottawa, que entrou em vigor em 1999 e ao qual não aderiram grandes potências como Estados Unidos, Rússia, China, Índia ou outros, como Israel.
A Ucrânia já se tornou o país com a maior presença desse tipo de explosivo, presente em mais de cem territórios.
Na mesma sessão, a câmara também endossou uma nova extensão de três meses da lei marcial, imposta após o início da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.
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