Europa Press/Contacto/Telmo Pinto
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse na quinta-feira que seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, é um presidente "legítimo" eleito democraticamente e lembrou que, sob a lei marcial, que está em vigor no país há três anos, não podem ser realizadas eleições.
"Você acha que pode organizar eleições presidenciais ou legislativas em um país onde vários milhões de ucranianos fugiram para sua própria proteção?", disse o presidente francês em uma sessão de perguntas e respostas, lembrando que "toda uma faixa de seu território foi conquistada pela Rússia".
Nesse sentido, ele reiterou que Zelenski, ao contrário do presidente russo Vladimir Putin, "que mata seus oponentes", é um "presidente eleito" por seu povo. "(A Rússia) é uma potência militar perigosa que se tornou imperialista", acrescentou.
O presidente francês também descartou a possibilidade de enviar tropas para a Ucrânia. "O que não excluímos, mas em um quadro planejado com nossos aliados, é a possibilidade de ter forças que, uma vez que a paz tenha sido negociada, poderiam contribuir para garantir a segurança na Ucrânia", disse ele, referindo-se a um possível contingente de manutenção da paz.
Macron também enfatizou que a Europa quer "paz", mas não chegar a um cessar-fogo que possa significar "uma capitulação para a Ucrânia", já que "isso é perigoso". O presidente francês também deu a entender a ideia de criar um exército europeu, como o próprio Zelenski sugeriu há alguns dias.
Por outro lado, ele pediu para "gastar mais e melhor na Europa" com o objetivo de ter um continente "mais autônomo e mais forte". "Não sei se 5% (do PIB) é o número certo para a França, mas, de qualquer forma, teremos que investir", disse ele.
O presidente francês, que confirmou que viajará na próxima semana para os Estados Unidos, planeja afirmar ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que não pode ser "fraco" diante do líder russo. "Como você pode ter credibilidade diante da China se for fraco diante de Putin", disse ele.
A relação entre Washington e Kiev está sendo questionada pela primeira vez às vésperas do aniversário de três anos da invasão russa na Ucrânia. Nas últimas horas, o presidente Trump acirrou ainda mais os ânimos com uma mensagem agressiva em suas redes sociais, na qual chamou Zelenski de "ditador".
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