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MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas incluíram oficialmente na quinta-feira a metrópole de Kiev da Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOU) na lista de organizações religiosas estrangeiras por seus vínculos com a Igreja Ortodoxa Russa.
"A investigação revelou indícios de afiliação da Metrópole de Kiev da IOU com a Igreja Ortodoxa Russa, o que constitui uma violação da lei", disse o Serviço Estatal Ucraniano para Etnopolítica e Liberdade de Consciência em um comunicado.
O órgão, que é coordenado pelo Gabinete de Ministros da Ucrânia, enviou uma carta ao primaz da IOU, Onofre de Kiev, para alertá-lo sobre esses fatos e "remediar" as violações da lei ucraniana, mas ele se recusou a cumprir a ordem especificada.
Onofre se manifestou contra a guerra na Ucrânia em uma declaração publicada em 27 de fevereiro, defendendo a "soberania e integridade" do país e conclamando o presidente russo Vladimir Putin a interromper essa "guerra fratricida".
Isso ocorre depois que o parlamento ucraniano aprovou uma lei em agosto de 2024 proibindo organizações religiosas relacionadas a Moscou de operar no país, uma regra que deu às instituições da Igreja Ortodoxa Ucraniana até nove meses para romper seus laços com o Patriarcado de Moscou.
O governo de Kiev impôs sanções e deteve vários clérigos, invadiu locais de culto e confiscou algumas das propriedades e instalações da Igreja Ortodoxa Ucraniana, como o Mosteiro da Caverna, por não renovar os contratos de aluguel.
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