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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Ucrânia lamentou nesta terça-feira a libertação do arqueólogo russo Alexander Butiagin, que fez parte de uma troca de prisioneiros entre a Polônia e a Bielorrússia, e exigiu medidas legais contra ele pelos supostos danos ao patrimônio que teria causado com escavações “ilegais” na Crimeia.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Heorhi Tiji, destacou que a libertação de Butiagin ocorreu sem levar em conta a decisão de um tribunal polonês, que aprovou sua extradição para a Ucrânia ao considerar que “existem suspeitas razoáveis” da prática de um crime em solo ucraniano.
“Em particular, o de subtrair bens culturais da Crimeia”, observou Tiji, segundo a agência Ukrinform, em referência a esse território, cuja soberania a Ucrânia reivindica, mas que está sob jurisdição russa desde sua anexação em 2014, com base em um referendo.
Nesse sentido, Tiji garantiu que a Rússia utilizará este caso para justificar sua “ocupação” da península da Crimeia, mas a Ucrânia se reserva o direito de tomar quaisquer medidas legais contra as pessoas e empresas que apoiem essas e outras ações da Rússia, em colaboração com seus parceiros internacionais.
Nas últimas horas, Butiagin integrou o grupo de cinco prisioneiros que Minsk e Varsóvia trocaram entre si, entre os quais se encontra também o jornalista polonês Andrzej Poczobut, que foi libertado após cumprir uma pena de oito anos de prisão na Bielorrússia por crimes contra a segurança nacional.
Butiagin, detido na Polônia desde dezembro de 2025 a pedido da Ucrânia, aguardava ser extraditado para aquele país, que o acusa de danificar seu patrimônio cultural por uma série de escavações “ilegais” em um centro arqueológico da cidade de Kerch, localizada na península da Crimeia.
Detido pelos serviços de inteligência poloneses enquanto realizava uma turnê de palestras por várias cidades da Europa, entre elas Varsóvia, ele foi trocado, juntamente com a esposa de um militar russo, por dois oficiais de inteligência moldavos.
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