Publicado 22/04/2026 12:56

A Ucrânia investiga a possível execução de mais de 300 prisioneiros de guerra pelas forças russas

Archivo - Arquivo - Um soldado ucraniano em frente a um veículo blindado
SBU DE UCRANIA - Arquivo

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

Os serviços de inteligência da Ucrânia iniciaram nesta quarta-feira uma investigação sobre a possível execução de 306 prisioneiros de guerra ucranianos por militares do Exército russo desde o início da invasão russa, há já mais de quatro anos.

Isso foi confirmado pelo chefe do Departamento de Investigação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Andri Shvets, que indicou que, de fevereiro de 2022 — quando teve início a invasão russa da Ucrânia — até abril deste ano, foram abertos 116 processos desse tipo para analisar a possível execução de centenas de prisioneiros de guerra no campo de batalha.

Shvets indicou que a maioria desses “casos brutais de execuções extrajudiciais de militares ucranianos ocorreu em zonas de Donetsk”, além da região russa de Kursk. “É possível observar os métodos de execução mais brutais, como decapitação, execuções em massa e desmembramento.”

Além disso, ele ressaltou que essas execuções são realizadas “de forma sistemática e em grande escala”, inclusive quando “as próprias autoridades do Estado agressor apoiam esse tipo de ação”, segundo informações coletadas pela agência de notícias Ukrinform.

Nesse sentido, explicou que, após a operação ucraniana em Kursk em 2024, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os militares ucranianos e todos os soldados que lutassem ao lado de Kiev eram “terroristas que podiam ser aniquilados”. “Essas ações se somam ao fato de que altos oficiais militares russos instaram à prática de crimes de guerra”, afirmou.

Atualmente, nove militares russos estão entre os principais suspeitos de terem cometido essas execuções, embora outros sete estejam sendo investigados e cinco já tenham sido condenados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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