-/Ukrinform/dpa - Arquivo
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
A Ucrânia impôs nesta sexta-feira sanções a 46 pessoas e entidades russas por casos de perseguição judicial contra cidadãos ucranianos, bem como contra meios de comunicação e dirigentes acusados de divulgar propaganda sobre a invasão russa do país vizinho.
Por meio de um decreto presidencial, a Ucrânia sanciona meios de propaganda russos e juízes que proferiram decisões ilegais contra cidadãos ucranianos. Concretamente, as medidas afetam 29 pessoas físicas e 17 pessoas jurídicas.
Entre os juízes sancionados encontram-se vários magistrados acusados de “perseguição criminal a ucranianos na Rússia e na península da Crimeia, bem como de sentenças proferidas à revelia contra ativistas, jornalistas e políticos ucranianos”, informa a Presidência ucraniana.
Em particular, Kiev aponta Timur Vajramev, a quem atribui decisões com motivações políticas contra civis ucranianos e membros de unidades de voluntários. “Ele facilitou o isolamento total de jornalistas ucranianos detidos ilegalmente e participou da prisão de Victoria Roshchina, que morreu em consequência das torturas sofridas durante seu cativeiro na Rússia”, indicou, recordando o caso da jornalista ucraniana falecida em outubro de 2024.
Entre os meios de comunicação sancionados por suas atividades de “propaganda” e aqueles apontados por “difusão sistemática de desinformação e propaganda russa” estão o Gazeta e o Lenta, bem como o Sindicato Russo, a maior associação sindical.
"Acreditamos que todos os envolvidos na perseguição aos ucranianos e na divulgação da propaganda russa devem prestar contas por seus atos. As sanções ucranianas são apenas o começo; novas decisões se seguirão”, indicou o assessor e comissário presidencial para a política de sanções, Vladislav Vlasiuk.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático