Europa Press/Contacto/Viacheslav Madiievskyi
MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
A iminente suspensão da ajuda militar dos Estados Unidos já levou a Ucrânia a estabelecer contatos com parceiros europeus para "discutir opções", segundo um assessor da presidência ucraniana, Mikhail Podoliak, que, enquanto espera para saber "quais programas específicos deixarão de funcionar", já lembrou que Kiev tem a capacidade de "se adaptar".
"Não esqueçamos que a Ucrânia já passou por suspensões prolongadas dos programas de ajuda militar dos EUA e aprendemos a adaptar-nos a essas situações", disse nas redes sociais, horas depois de fontes do Governo norte-americano terem revelado que o Presidente Donald Trump já tinha tomado uma decisão sobre o assunto.
Podoliak sugeriu que alguns dos programas aprovados por Washington já estão "em seus estágios finais", enquanto outros foram adotados no Congresso e, portanto, envolveriam "um procedimento legal diferente" do que apenas uma decisão presidencial.
Além disso, "temos que avaliar a possibilidade de adquirir bens equivalentes de nossos parceiros europeus", acrescentou o conselheiro presidencial Volodimir Zelenski, prevendo uma "auditoria completa" das consequências da decisão dos EUA e de caminhos alternativos.
A Ucrânia também não descarta o recurso direto a empresas e, "é claro", novas "negociações" com os Estados Unidos, apesar do fato de que as relações bilaterais não estão em seu melhor momento, como ficou evidente na última sexta-feira na tensa reunião entre Trump e Zelenski na Casa Branca.
CULTIVADO EM CASA
O governo ucraniano também reivindicou nos últimos anos seu progresso em direção à autonomia, como enfatizou mais uma vez nesta segunda-feira o primeiro-ministro, Denis Shmigal, que em uma coletiva de imprensa destacou que a Ucrânia já produz cerca de um terço das armas necessárias na frente de combate e aspira chegar a 50%.
Ele explicou que, no espaço de dois anos, a produção de veículos blindados de transporte de pessoal quintuplicou e a produção de artilharia triplicou, informa o Ukrinform.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático