Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk
MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) - O governo da Ucrânia exigiu a devolução de seus ativos à Hungria, depois que as autoridades húngaras prenderam, há alguns dias, sete funcionários do banco estatal ucraniano Oschadbank enquanto cruzavam o território húngaro com vários milhões de euros e até nove quilos de ouro.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, destacou que já se passaram quatro dias sem notícias desses bens confiscados, uma vez que foi confirmada a expulsão da Hungria desses sete cidadãos ucranianos, sobre os quais pesam suspeitas de lavagem de dinheiro.
“A Ucrânia não aceita ultimatos nem chantagens”, advertiu Sibiga, que acusou as autoridades de Budapeste de utilizar episódios como este para fins eleitorais, a um mês das eleições legislativas na Hungria, que podem significar uma mudança de rumo após 15 anos de mandato de Viktor Orbán.
“A Hungria está aproveitando esta situação para (...) nos envolver em sua campanha eleitoral interna. Rejeitamos isso e pedimos aos nossos colegas húngaros que cessem as provocações, parem de nos envolver em sua campanha eleitoral (...) e retomem relações construtivas e de boa vizinhança”, instou Sibiga durante sua visita a Varsóvia, onde se reuniu com seu homólogo polonês, Radoslaw Sikorski.
Um dia antes, nas redes sociais, Sibiga pediu aos parceiros da Ucrânia que se manifestassem sobre esse “roubo” sem precedentes e ressaltou que o dinheiro apreendido não pertence à Hungria nem ao seu governo, mas é propriedade do banco estatal Oschadbank e, portanto, dos contribuintes ucranianos.
A Ucrânia denunciou há alguns dias que um grupo de funcionários desse banco foi detido ao cruzar o território húngaro vindo do Raiffeisen Bank Austria, em Viena, de onde retiraram 40 milhões de dólares, 35 milhões de euros e nove quilos de ouro.
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