Publicado 20/03/2026 09:28

A Ucrânia está enviando suas próprias equipes para interceptar drones iranianos em vários países do Golfo

Zelensky deixa em aberto a possibilidade de colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - 14 de janeiro de 2025, Kiev, Ucrânia: KIEV, UCRÂNIA - 14 DE JANEIRO DE 2025 - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov (da esquerda para a direita), são fotografados durante a reuni
Europa Press/Contacto/Pavlo Bahmut - Arquivo

MADRID, 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário do Conselho Nacional de Defesa ucraniano, Rustem Umerov, informou nesta sexta-feira que mobilizaram suas próprias equipes para interceptar os drones iranianos que atacam a infraestrutura civil e crítica de vários países do Golfo. “Defendemos a vida e a soberania ao lado daqueles que nos apoiam na preservação de nossa independência”, destacou.

Umerov transmitiu ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, as conclusões de sua viagem ao Oriente Médio na semana passada, que incluiu os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Catar, o Kuwait e a Jordânia, onde já atuam especialistas ucranianos sob a coordenação do Conselho Nacional de Segurança.

“Foram mobilizadas unidades de interceptação para proteger a infraestrutura civil e crítica”, informou ele nas redes sociais. “Além disso, estamos trabalhando para ampliar as áreas de cobertura” e “estão sendo oferecidas recomendações de especialistas para melhorar a eficácia de determinados sistemas de defesa aérea”, acrescentou.

Dessa forma, explicou que o trabalho com seus parceiros na região se baseou, em primeiro lugar, em transferir a experiência da Ucrânia nesse campo, em particular no que diz respeito aos ataques de drones, e aplicá-la posteriormente no terreno para “preparar soluções práticas de defesa aérea”.

UCRÂNIA, ABERTA A COLABORAR NO ESTREITO DE ORMUZ

Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, destacou que outros países da região solicitaram apoio à Ucrânia para combater os ataques de drones iranianos, incluindo também os Estados Unidos, em contraste com as afirmações de Donald Trump, que negou precisar da ajuda de ninguém nessa questão.

“Recebemos solicitações dos Estados Unidos relacionadas ao apoio técnico ao seu pessoal militar em duas zonas da região. Da mesma forma, estamos analisando as solicitações de parceiros europeus cujas forças estão destacadas na região”, revelou o presidente ucraniano em suas redes sociais.

Da mesma forma, ele indicou que a Ucrânia estuda a possibilidade de colaborar nas tarefas de proteção do Estreito de Ormuz e que deu ordens a Umerov para que envolva a Ucrânia nas iniciativas internacionais para estabilizar essa rota marítima, pela qual transita um quarto do petróleo mundial.

“Encarreguei Rustem Umerov de envolver o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia e nossas Forças Armadas para avaliar as iniciativas internacionais existentes em relação ao Estreito de Ormuz e a disposição real dos países em participar de missões de estabilização”, afirmou.

“A Ucrânia está comprometida com a estabilização rápida e confiável do Irã” e “mantemos uma postura firme diante do inaceitável sucesso da campanha terrorista do regime iraniano, cúmplice histórico da Rússia”, destacou.

Zelenski sublinhou que não se pode permitir que “os terroristas determinem o destino das pessoas e dos países”, ao mesmo tempo em que comemorou o reconhecimento, por parte dos parceiros da Ucrânia, do “papel fundamental” que desempenham “em matéria de segurança e proteção da vida”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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