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MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas disseram nesta quarta-feira que a recente decisão da Rússia de iniciar procedimentos para deixar a Convenção Europeia contra a Tortura é um reconhecimento implícito dos abusos que cometeu durante o conflito e uma forma de fugir de suas responsabilidades.
"A Rússia hoje é uma terra de ilegalidade e degradação da dignidade humana", disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado, enfatizando que o trabalho da Convenção vai além de declarações ou relatórios, com mecanismos preventivos e avaliação direta das condições de detenção.
Com essa decisão, a Ucrânia considera que a Rússia se consolida "entre os Estados para os quais a vida e a dignidade humana não têm valor" e que isso reflete que "ela se tornou um Estado totalitário dominado por um aparato repressivo que viola sistematicamente os direitos humanos".
Kiev explicou que, apesar de fazer parte desse fórum, Moscou vem obstruindo o trabalho da convenção há anos, evitando a participação ativa ou negando a entrada de seus monitores, tudo para escapar da supervisão internacional do que acontece dentro de suas fronteiras.
Diante das tentativas da Rússia de esconder sua "notória reputação" de "império prisional", a Ucrânia pediu à comunidade internacional que use todos os mecanismos legais disponíveis para responsabilizar Moscou.
Nesta semana, o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, apresentou ao presidente Vladimir Putin uma proposta para deixar a Convenção Europeia contra a Tortura devido à impossibilidade de participar dela depois que o Conselho da Europa, promotor do pacto, suspendeu a Rússia por causa da guerra na Ucrânia.
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