MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da Ucrânia voltou a se gabar nesta segunda-feira dos pedidos de colaboração que vem recebendo nos últimos dias de vários países do Oriente Médio para compartilhar sua experiência na defesa contra drones iranianos, a fim de reafirmar suas aspirações de adesão à OTAN.
O ministro das Relações Exteriores, Andri Sibiga, afirmou que “países de todo o mundo” estão observando o conflito no Oriente Médio e “analisando a rentabilidade e o avançado nível tecnológico das capacidades da Ucrânia, uma vez que sua ‘experiência’ e sua ‘capacidade singular de defesa’ foram comprovadas”.
É por isso que lhe é “difícil” compreender por que razão qualquer pessoa com poder de decisão em cada um dos Estados que compõem a Aliança preferiria que a Ucrânia permanecesse fora do grupo, escreveu ele nas redes sociais.
“Anos de guerra brutal por parte da Rússia trouxeram à nossa nação imenso sofrimento e destruição, mas também obrigaram a Ucrânia a desenvolver uma força própria sem igual”, destacou o ministro das Relações Exteriores, à medida que seu país se erge como um “parceiro confiável” contra “qualquer ameaça”.
Sibiga garantiu que não apenas os países do Golfo demonstraram interesse nessas capacidades e, portanto, a Ucrânia deixou a porta aberta para continuar colaborando dessa forma com outros atores da África, Ásia ou América Latina.
A adesão à OTAN tem sido um dos principais anseios da Ucrânia desde o início da invasão russa, há quatro anos. Um pedido rejeitado por grande parte de todos os seus membros, entre eles os Estados Unidos. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, exigiu, em troca, garantias de segurança confiáveis.
A Ucrânia compartilhou com vários países do Oriente Médio sua experiência no combate aos drones russos, amplamente utilizados pelas forças russas. Nos últimos dias, Kiev confirmou o envio a esses países não apenas de seus especialistas, mas também de seus próprios equipamentos para interceptar esse tipo de projétil.
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