Publicado 25/05/2026 06:06

A Ucrânia descarta a presença de tropas bielorrussas na fronteira, mas insiste na sensação de "ameaça"

9 de maio de 2026, Moscou, Região de Moscou, Rússia: O presidente russo, Vladimir Putin, ao centro, senta-se ao lado do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, à esquerda do centro, e de veteranos de guerra na tribuna de honra durante o desfile
Europa Press/Contacto/Kremlin Pool/Russian Governm

MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades ucranianas descartaram nesta segunda-feira a presença de tropas bielorrussas na fronteira, embora tenham esclarecido que persiste a sensação de “ameaça”, num momento em que Kiev vem insistindo na possibilidade de Minsk se envolver no conflito de forma mais direta.

O porta-voz do Serviço Estatal de Fronteiras, Andri Demchenko, destacou que a “ameaça” que pode vir do território bielorrusso “permanece inalterada”, já que, desde o início da invasão, esse país tem ajudado a Rússia a realizar operações militares contra a Ucrânia e permitiu que seu território fosse usado como plataforma para lançar o ataque.

“Em 2022, abriu sua fronteira e, durante todo esse tempo, disponibilizou seu território para exercícios, treinamento de tropas russas e manobras conjuntas”, afirmou Demchenko em declarações à televisão ucraniana, conforme noticiado pela agência de notícias Ukrinform.

“Devemos estar preparados para qualquer cenário que se apresente nesta frente e, acima de tudo, contar com posições defensivas sólidas ao longo de toda a fronteira com a Bielorrússia”, assinalou o porta-voz, embora tenha matizado que não há provas de que esse país esteja concentrando forças perto da fronteira.

Assim, ele explicou que, além de certas rotações de pessoal, “a situação permanece inalterada” na fronteira. “Se falamos de alguma ação de ataque para reforçar unidades, seja do Exército bielorrusso ou da Rússia transferindo unidades (...) isso não está registrado”, disse ele.

Nas últimas semanas, aumentaram as denúncias do lado ucraniano ao seu vizinho sobre a possibilidade de este acabar se intrometendo de forma mais direta no conflito, com o presidente Volodimir Zelenski alertando seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, sobre a resposta que qualquer tipo de agressão acarretaria.

Na semana passada, a Bielorrússia e a Rússia realizaram exercícios militares conjuntos, nos quais Moscou forneceu munição nuclear. Lukashenko enfatizou que não há qualquer intenção de lutar contra ninguém, a menos que a segurança do Estado bielorrusso esteja em risco.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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