Publicado 02/05/2025 09:35

Ucrânia descarta possíveis "violações de soberania" em relação ao acordo de exploração mineral com os EUA

Archivo - Arquivo - Primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal.
UKRAINE PRESIDENCY/UKRAINIAN PRE / ZUMA PRESS / CO

MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal, assegurou nesta sexta-feira que o acordo para a exploração de minerais firmado com o governo dos Estados Unidos "não viola a soberania ou a legislação do país", ao mesmo tempo em que descartou possíveis "contradições" a esse respeito.

Ele fez essa declaração durante uma sessão plenária do Parlamento ucraniano, na qual teve que responder a perguntas de deputados sobre os possíveis riscos do acordo, especialmente em questões ambientais.

"O acordo não viola nossas obrigações em termos de integração europeia, especialmente em questões ambientais", esclareceu Shmigal, cujas palavras foram endossadas pela Ministra da Justiça, Olga Stefanishina, que também é responsável por questões relacionadas à integração europeia.

Stefanishina enfatizou que o pacto "não tem cláusulas conflitantes" e esclareceu que alguns dos títulos introduzidos são "meros pontos legais". "São parágrafos sobre questões legais que fornecem suporte no caso de qualquer contradição entre as regulamentações nacionais e o texto do acordo", explicou ela.

"De acordo com a lei ucraniana sobre tratados internacionais, se um tratado internacional for ratificado pelo Parlamento e exigir emendas legislativas, essas emendas serão adotadas pelos deputados paralelamente", disse, argumentando que, uma vez que o pacto seja ratificado, não há motivo para preocupação com uma possível "concordância" com a legislação ucraniana.

Ele enfatizou que o pacto "não viola de forma alguma as disposições das regulamentações nacionais e, mais especificamente, as diretrizes europeias".

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aplaudiu a assinatura do acordo no dia anterior, enfatizando que é "o primeiro resultado tangível" da reunião "histórica" que ele teve no último sábado no Vaticano com seu homólogo americano, Donald Trump, coincidindo com o funeral do Papa Francisco.

MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS

Zelenski reconheceu que o texto "mudou significativamente" desde o início, dando a entender que agora atende melhor aos interesses da Ucrânia por ser "verdadeiramente um acordo igualitário". "Ele cria oportunidades para investimentos substanciais na Ucrânia e para a modernização da indústria", enfatizou.

Para a Casa Branca, trata-se de um "acordo histórico", de acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Os EUA poderão se beneficiar da exploração de recursos naturais e, ao mesmo tempo, apoiar o desenvolvimento econômico de uma Ucrânia "pacífica" e "soberana", disse a Casa Branca na quinta-feira.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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