Publicado 01/04/2026 09:38

A Ucrânia critica o levantamento das sanções pelos EUA: "Mesmo que seja parcial, isso enfraquece a pressão sobre a Rússia"

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, durante uma coletiva de imprensa em julho de 2025 (arquivo)
Marina Takimoto/ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, criticou nesta quarta-feira o levantamento das sanções pelos Estados Unidos em plena crise energética decorrente da ofensiva lançada em conjunto com Israel contra o Irã e afirmou que “mesmo que essa medida seja parcial, ela enfraquece a pressão” exercida contra Moscou.

Sibiga, que insistiu na importância de intensificar essas medidas “em vez de retirá-las”, enfatizou que as sanções “não devem ser reduzidas”, segundo informações coletadas pela agência de notícias Ukrinform.

“A posição ucraniana não mudou: para alcançar um progresso real com vistas à paz, a pressão deve continuar e se intensificar. Portanto, qualquer retirada é uma demonstração de fraqueza", observou ele em relação à retirada das sanções pelo Departamento de Estado contra vários navios russos.

Nesse sentido, ele afirmou que “não deve haver equívocos em relação à Rússia, que está tentando manipular todas essas negociações e reuniões”. “Por isso, é necessário descartar a ideia de que eles partem de uma postura realista”, afirmou ele a respeito do processo de conversações para pôr fim à guerra.

Ele também enfatizou que “o regime russo deve compreender claramente que, caso mantenha um comportamento pouco construtivo, serão utilizadas medidas adicionais: novas sanções que afetarão um número maior de alvos, bem como um maior apoio à defesa da Ucrânia, em particular o fornecimento de armamento de longo alcance”.

“Ou seja, a Rússia deve compreender que suas ações são inaceitáveis e que rejeita as vias pacíficas. Partimos do princípio de que o vigésimo pacote de sanções deve ser adotado na Europa. Não deve haver qualquer flexibilização, como a que a Rússia tenta obter aproveitando-se da situação no Oriente Médio e do aumento dos preços da energia”, afirmou o ministro.

Por outro lado, Sibiga destacou a necessidade de proibir a prestação de serviços marítimos à frota fantasma russa, manter a retenção desses navios em portos europeus e impor sanções à infraestrutura portuária russa, “utilizada tanto por essa frota clandestina quanto para a exportação de grãos roubados na Ucrânia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado