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MADRID, 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, apontou o “regime de Teerã” como “cúmplice” da “guerra criminosa” que a Rússia vem travando contra eles há mais de quatro anos e criticou a tentativa de se apresentar como vítima após o ataque de Kiev a um cargueiro iraniano no Mar Cáspio.
O chefe das Relações Exteriores afirmou que “as ameaças” de seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, “são injustificadas” e “carecem de fundamento”, além de acusar Teerã de ter “alimentado” essa guerra. “O Irã não tem legitimidade para se apresentar como vítima”, afirmou Sibiga em uma mensagem nas redes sociais.
Sibiga se refere, assim, às advertências de Araqchi de que esse ataque, que ele qualificou como uma “flagrante violação da Carta da ONU”, não ficaria sem resposta. Para o ministro das Relações Exteriores, o Irã também carece de legitimidade para “justificar suas ameaças com referências absurdas” à Organização das Nações Unidas.
“Com suas declarações, o Irã também tenta desviar a atenção do terror russo contra o transporte civil no Mar Negro, que está ameaçando a segurança alimentar global”, observou Sibiga da mesma forma.
Nesse sentido, Sibiga antecipou que os ataques da Rússia contra a liberdade de navegação farão parte dos debates desta segunda-feira na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, e a Ucrânia conta com que a comunidade internacional imponha “respostas contundentes” sobre esse assunto.
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