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MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas criticaram nesta terça-feira a decisão da Suprema Corte da Rússia de excluir o partido Yabloko das eleições legislativas que serão realizadas daqui a um mês naquele país, considerando isso uma demonstração de que o presidente russo, Vladimir Putin, teme possíveis manifestações de apoio antigerra.
“Isso demonstra mais uma vez que o regime de Putin não concebe um futuro sem guerra”, criticou em suas redes sociais Andri Kovalenko, chefe do Centro contra a Desinformação da Ucrânia, que destacou que cada vez mais setores da população russa se opõem à continuação da guerra.
“As eleições para a Duma Estatal na Rússia estão sendo realizadas sob uma retórica que defende a guerra eterna: todas as forças políticas apoiam a continuação das hostilidades contra a Ucrânia”, escreveu ele.
Kovalenko se referiu à decisão proferida pelo Supremo na véspera, não sem antes questionar a imparcialidade dessas eleições para a Duma Estatal, nas quais, pela primeira vez, participarão as regiões ucranianas que estão sob controle de Moscou desde quase o início da invasão, em fevereiro de 2022.
Trata-se das províncias amplamente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, onde “a Rússia pretende falsificar em grande escala as supostas eleições” que serão realizadas em 20 de setembro.
“O governo de Putin se propôs a alcançar uma participação superior a 65-70% nesses territórios, bem como garantir que o Rússia Unida obtenha pelo menos 70% dos votos”, afirmou Kovalenko, que insistiu que as eleições nessas províncias ucranianas “são completamente ilegais”.
A Suprema Corte da Rússia proibiu nesta segunda-feira a participação do Yabloko nessas eleições legislativas, após uma ação movida por outro partido na semana passada por suposto financiamento irregular do partido. O líder dessa formação, Nikolai Ribakov, negou as acusações e anunciou que irão recorrer.
“Temos cinco dias e faremos todo o possível para garantir que o Yabloko permaneça na cédula eleitoral”, declarou Ribakov, em frente ao Supremo em Moscou. Ele já havia sido anteriormente inabilitado por “extremismo” devido às demonstrações de apoio e às condolências que prestou pela morte do oposicionista Alexei Navalni.
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