Europa Press/Contacto/Marek Antoni Iwanczuk
MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, confirmou nesta terça-feira que está trabalhando com os Estados Unidos para elaborar um novo acordo sobre terras raras, após o último rascunho entregue por Washington e em meio a acusações entre as partes de querer voltar atrás no que já foi acordado.
Sibiga explicou que a Ucrânia estava pronta para assinar o acordo que estava na mesa, mas em 28 de março uma "nova proposta e, consequentemente, um novo texto" chegou ao Ministério das Relações Exteriores, disse ele em uma coletiva de imprensa em Kiev, juntamente com seu colega lituano, Kestutis Budrys, de acordo com a RBC.
"Já iniciamos consultas com o lado americano sobre o texto do acordo (...) O lado ucraniano está determinado a concluir um documento que satisfaça os interesses nacionais dos Estados Unidos e da Ucrânia", disse ele.
Sibiga revelou que a nova proposta dos EUA prevê uma maior presença de suas empresas em território ucraniano, o que ele descreveu como "importante", pois poderia ser benéfico para o parque empresarial local.
"Continuaremos a trabalhar com nossos colegas americanos para chegar a um acordo que seja aceitável para todos", disse ele.
Na última sexta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski confirmou a chegada de outro projeto de acordo sobre a exploração desses recursos naturais, no qual os EUA demonstraram um interesse renovado, embora tenha advertido que seu formato havia mudado em relação ao que estavam dispostos a assinar.
Zelenski, que disse que "nada pode ser aceito que possa ameaçar a adesão da Ucrânia à UE", foi criticado por seu homólogo norte-americano, Donald Trump, dias depois, acusando-o de desistir de assinar o acordo, que, se não se concretizasse, lhe causaria "sérios problemas".
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