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MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas confirmaram nesta quarta-feira os contatos com suas contrapartes em Pequim sobre os dois cidadãos chineses que foram apreendidos na semana passada na província de Donetsk enquanto lutavam do lado russo.
"Estivemos em contato com o lado chinês por meio de canais diplomáticos" e "investigações relevantes e ações operacionais estão sendo realizadas em relação a esses cidadãos chineses capturados", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Heorhi Tiji, segundo informações do Ukrinform.
O porta-voz lembrou que o encarregado de negócios chinês em Kiev já havia sido convocado à sede do ministério para informá-lo de que esses eventos poderiam prejudicar seriamente as relações entre os dois países.
Tiji lembrou à China, assim como a qualquer outro país, que a presença de seus cidadãos no conflito é ilegal e pediu que fossem tomadas medidas para impedir o recrutamento de seus cidadãos, o que também alimenta a Ucrânia.
"Pedimos aos governos de todos os países que identifiquem esses fatos quando a Rússia recruta seus cidadãos para a guerra contra a Ucrânia por engano ou por vários meios", disse ele.
A China negou qualquer responsabilidade pela presença de seus cidadãos no conflito, enquanto a Ucrânia está usando o que aconteceu para reforçar sua alegação de que a posição de neutralidade do gigante asiático, há muito defendida, não é verdadeira.
Os detidos - Wang Guangjun e Zhang Renbo - deram uma entrevista coletiva na qual alegaram ter sido enganados pela Rússia para lutar na linha de frente quando se ofereceram para participar de trabalhos médicos. Eles também pediram à China que os repatriasse ou participasse de uma futura troca de prisioneiros.
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