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MADRID 22 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo ucraniano lamentou neste sábado a “chantagem energética” a que o país foi submetido pela Eslováquia e pela Hungria e advertiu que “os ultimatos deveriam ser dirigidos ao Kremlin, e não a Kiev”, depois que o Executivo eslovaco ameaçou cortar o fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia na segunda-feira se continuar sem receber petróleo.
“A Ucrânia rejeita e condena os ultimatos e chantagens dos governos da Hungria e da República Eslovaca em relação ao fornecimento de energia entre nossos países”, afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores ucraniano, que instou os governos de ambos os países a “cooperarem de forma construtiva e agirem com responsabilidade”, afastando-se das “ameaças infundadas e irresponsáveis provenientes de Budapeste e Bratislava nos últimos dias”.
Kiev salientou que estas ações da Hungria e da Eslováquia, além de “fazerem o jogo da Rússia”, também prejudicam as empresas energéticas dos seus países, que “fornecem energia para fins comerciais”. Isto, antes de recordar o papel da Ucrânia como “parceiro energético fiável” da União Europeia e como país de trânsito de recursos energéticos.
Assim sendo, o Ministério das Relações Exteriores não descarta a possibilidade de ativar o Mecanismo de Alerta Precoce previsto no Acordo de Associação entre a Ucrânia e a União Europeia, de acordo com o comunicado ministerial.
A advertência do governo ucraniano surge depois de o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, ter dado um ultimato até segunda-feira ao presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski: ou admite a retomada dos envios de petróleo russo para a Eslováquia até lá, ou nesse mesmo dia o mandatário eslovaco cortará o fornecimento de energia elétrica de emergência aos ucranianos; uma ameaça à qual se juntou, embora sem prazo, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. Fico lamentou que “o presidente ucraniano se recuse a compreender a nossa abordagem pacifista e, como não apoiamos a guerra, se comporte com malícia para com a Eslováquia”.
“Primeiro, ele interrompeu o fornecimento de gás à Eslováquia e agora interrompeu o fornecimento de petróleo, o que nos causa ainda mais perdas e dificuldades logísticas”, recriminou Fico, após acusar Zelenski de se comportar como um ingrato e lamentar que as relações entre a Eslováquia e a Ucrânia sejam atualmente “como uma passagem só de ida que beneficia apenas a Ucrânia”.
No que diz respeito à Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán mostrou-se neste sábado totalmente de acordo com o ultimato eslovaco e avisou sobre a possibilidade de se juntar à causa, lembrando que a Hungria já deixou de fornecer combustível diesel ao país e rejeitou os “empréstimos de guerra” aos ucranianos.
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