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MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, elogiou nesta sexta-feira a medida tomada pela plataforma digital YouTube de remover vídeos de blogueiros que promovem Alabuga, um complexo industrial de fabricação de drones russos, envolvido em ataques contra civis na Ucrânia.
“Nesta semana, o YouTube confirmou oficialmente que, após nosso pedido, concluiu a remoção em todo o mundo de aproximadamente 600 vídeos que promoviam Alabuga e divulgavam conteúdo de recrutamento para a fábrica”, assinalou o ministro das Relações Exteriores em uma mensagem nas redes sociais, na qual alerta que o conteúdo se multiplicou ao ser publicado em centenas de canais que, juntos, somavam mais de 500 milhões de inscritos.
Segundo ele denunciou, a Alabuga é um complexo industrial russo sancionado internacionalmente e que “produz drones utilizados para matar civis ucranianos”. “Não há espaço para isso nas plataformas globais de streaming. Acolhemos com satisfação essa decisão e agradecemos ao Google por sua cooperação”, afirmou.
De qualquer forma, Sibiga pediu que se fosse além da remoção desse conteúdo. “Agora, vamos promover sanções contra os blogueiros que aceitaram pagamentos para promover um fabricante de armas sancionado diante de milhões de espectadores”, advertiu, criticando que a promoção dessa entidade “não é uma simples decisão editorial”. “Isso tem consequências”, ressaltou.
Dessa forma, ele destacou que outras grandes plataformas devem seguir o exemplo deste caso e “agir com a mesma determinação”. “A campanha de recrutamento continua tentando operar simultaneamente em vários serviços. Continuamos dispostos a colaborar com qualquer plataforma para impedir a morte de civis ucranianos”, afirmou.
A Zona Econômica Especial de Alabuga, na região russa do Tartaristão, tornou-se um centro nevrálgico para a montagem de drones ‘Shahed-136’ de projeto iraniano. O complexo industrial tornou-se alvo de ataques aéreos da Ucrânia.
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