Europa Press/Contacto/Yevhen Kotenko
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Ucrânia aplaudiu nesta segunda-feira a decisão dos países bálticos de não permitir que o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, utilize seu espaço aéreo para viajar, dentro de algumas semanas, a Moscou, capital da Rússia, a fim de participar das comemorações de 9 de maio, que marcam a vitória soviética sobre a Alemanha nazista.
“Agradecemos à Estônia, Letônia e Lituânia por assumirem uma postura firme contra o uso de seu espaço aéreo para aprofundar os laços com a Rússia”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, em suas redes sociais, nas quais, sem mencionar Fico, parece repreendê-lo por ter esquecido a “guerra agressiva” de Moscou.
“Para aqueles que se esqueceram, a Rússia continua travando uma guerra agressiva contra a Ucrânia, representando uma ameaça direta à segurança da Europa e à ordem internacional”, afirmou o chefe da diplomacia ucraniana.
Sibiga ressaltou que somente uma pressão “firme” e “consistente” pode fazer com que a Rússia seja responsabilizada pela guerra e, por isso, instou outros países a seguirem o exemplo dos “amigos” bálticos. “Compensemos a falta de consciência com a falta de rotas aéreas”, disse ele.
Neste fim de semana, soube-se que os países bálticos não permitiriam, tal como já fizeram no ano passado, que Fico sobrevoasse seus respectivos espaços aéreos para viajar a Moscou, conforme confirmou o próprio primeiro-ministro eslovaco, que procurou minimizar o assunto. “Vou procurar uma rota diferente”, disse ele em suas redes sociais.
No entanto, o primeiro-ministro eslovaco criticou que medidas desse tipo pudessem ser tomadas entre membros da União Europeia. Pouco depois de se conhecer a posição da Lituânia e da Letônia, a Estônia a apoiou, alegando que tal viagem tem como objetivo não apenas “estreitar laços” com a Rússia, mas também participar de um “evento destinado a glorificar o agressor”.
“Na Estônia, os países da UE e da OTAN seguem um procedimento unificado para autorizações de pouso e voo em visitas oficiais; no entanto, isso não se aplica quando o espaço aéreo estoniano é utilizado para viajar à Rússia”, explicou Tallin por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
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