Igor Jakubowski / Zuma Press / Europa Press
MADRID 24 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, aprovou novas sanções contra empresas e cidadãos russos ligados à fabricação de armamentos e ao fornecimento de materiais para a indústria militar da Rússia, com o objetivo de reduzir sua capacidade de produção bélica, no contexto da ofensiva em grande escala contra a Ucrânia ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
O assessor e comissário presidencial para a Política de Sanções, Vladislav Vlasiuk, defendeu a ampliação dessas restrições e garantiu que Kiev está trabalhando para estendê-las para além de suas jurisdições atuais.
“Estamos identificando e impondo sanções de forma sistemática às empresas envolvidas na produção de mísseis balísticos russos e outras armas”, afirmou. Vlasiuk acrescentou que as medidas, juntamente com sua extensão a outras jurisdições, “devem enfraquecer consideravelmente a capacidade do complexo militar-industrial russo de produzir armas”.
O primeiro pacote de medidas abrange 51 pessoas e 44 pessoas jurídicas ligadas à fabricação de mísseis balísticos utilizados por Moscou contra infraestruturas críticas, civis e localidades ucranianas. A lista inclui fornecedores de matérias-primas, ferramentas e equipamentos necessários para a produção de mísseis de longo alcance, como os Iskander, Kalibr, Kh-101 e Kinzhal, de acordo com um comunicado oficial divulgado neste sábado.
Entre as instituições sancionadas estão o Instituto de Pesquisa de Materiais Plásticos G.S. Petrov, único fabricante russo de determinados componentes para materiais compostos destinados aos setores militar, aeroespacial, aeronáutico e naval; a corporação Kometa, especializada em sistemas de mísseis terra-ar, radares e equipamentos de bordo; e a VitaReaktiv, dedicada a matérias-primas químicas e ligada à produção de mísseis balísticos.
As restrições também abrangem a Promenergo, que desenvolve dispositivos ópticos, lasers e optoeletrônicos, sistemas de informação e aquisição de alvos, além de testar equipamentos de bordo; a Fábrica Bioquímica de Kirov, envolvida na fabricação e modernização de armamentos; e o Instituto de Metrologia D.I. Mendeleiev, que pesquisa e fabrica instrumentos de medição e desenvolve software para material militar.
Um segundo grupo de sanções recai sobre 32 cidadãos e 35 empresas russas relacionadas ao fornecimento de maquinário industrial de precisão, ferramentas, componentes eletrônicos e matérias-primas para o complexo militar-industrial do país.
Entre elas estão a Gagaring, dedicada a equipamentos de comunicação e controle para drones FPV; a Virgin-EK, fornecedora de componentes eletrônicos estrangeiros para as forças russas; e a Associação de Máquinas-Ferramentas Pressmash, que distribui máquinas para usinagem de metais para instalações que fabricam mísseis Kh-101 e Kh-59 e drones Orion.
As medidas também abrangem empresas do grupo industrial RUSAL, cujos produtos são destinados, entre outros fins, à fabricação de aeronaves militares, veículos blindados, mísseis e drones. De acordo com o comunicado da Presidência ucraniana, entre abril de 2024 e março de 2025, a United Company RUSAL e a fundição de alumínio RUSAL Taishet importaram, juntas, óxido de alumínio para a Rússia no valor de cerca de 150 milhões de rublos (pouco mais de 1,6 milhão de euros), matéria-prima utilizada na produção de equipamentos militares.
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