Publicado 01/09/2026 06:22

A Ucrânia alerta que Putin não tem intenção de pôr fim à guerra: “Não há alternativa a não ser aumentar a pressão”

22 de agosto de 2026, Kiev, Ucrânia: O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, participa de uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro federal das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, após as negociações, em Kiev, Uc
Europa Press/Contacto/Hennadii Minchenko

Pede aos seus aliados que abandonem as “ilusões” em relação a Moscou e apliquem mais sanções para que o país se sente à mesa de negociações

MADRID, 1 set. (EUROPA PRESS) -

A Ucrânia afirmou nesta terça-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, não tem vontade de interromper a guerra após a última onda de ataques lançada contra o país vizinho, que deixou pelo menos doze mortos em bombardeios em cerca de dez regiões, por isso instou seus parceiros internacionais a reforçar a pressão sobre o Kremlin para que se sente à mesa de negociações.

“Este e outros ataques recentes demonstram que Putin não dá nenhum sinal de realismo nem de uma vontade genuína de pôr fim a uma guerra que ele não pode nem poderá vencer. Em vez disso, ele continua intensificando o terror”, alertou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, em uma mensagem nas redes sociais na qual ressalta que Kiev está aberta a pôr fim ao conflito “com base na realidade no terreno e em condições justas, e não em ultimatos”.

Dessa forma, ele ressaltou que, enquanto o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, se mostra aberto a se reunir sem condições prévias em um local neutro com seu homólogo russo, “para encontrar soluções realistas”, Putin “continua se esquivando de uma reunião desse tipo”.

Sibiga insistiu que os aliados de Kiev precisam “abandonar as ilusões” sobre as intenções da Rússia, já que ela “rejeita propostas justas de paz” e, em vez disso, “aposta no terror balístico contra a Ucrânia”. Ele também o acusou de usar as próximas eleições nos Estados Unidos e em toda a Europa “em seu benefício”, ao tentar “exacerbar as divisões internas e desestabilizar a unidade do Ocidente”.

E reiterou que “não há alternativa a intensificar a pressão sobre Moscou”, apelando para que os parceiros internacionais “aumentem a pressão econômica sobre Moscou e reforcem a defesa antiaérea e a resiliência energética da Ucrânia diante do inverno”.

O chefe da diplomacia ucraniana enfatizou, assim, a adoção de sanções antibalísticas direcionadas contra a produção de mísseis russos e que se “retome o trabalho para utilizar plenamente os ativos russos imobilizados”. Quanto aos Estados Unidos, ele considerou “fundamental” a aprovação urgente da legislação promovida pelo falecido senador Lindsey Graham para sancionar o Kremlin pela invasão da Ucrânia.

Na opinião de Sibiga, um aumento da pressão obrigará a Rússia a levar a sério a diplomacia e, eventualmente, a sentar-se à mesa para negociar uma saída diplomática para a guerra. “Essa demonstração de força dos Estados Unidos impulsionará a diplomacia, enviará ao Kremlin o sinal de que os jogos acabaram e obrigará Putin a sentar-se à mesa de negociações para pôr fim, de uma vez por todas, a esse derramamento de sangue sem sentido”, expôs.

Assim, ele afirmou que “é hora” de deixar claro para Moscou que “fingir que se está praticando diplomacia não funciona mais”.

Essa mensagem surge no momento em que Zelenski manteve, nesta segunda-feira, contatos com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e com o assessor da Casa Branca e genro de Donald Trump, Jared Kushner, sobre as negociações para pôr fim ao conflito com a Rússia.

“Estamos trabalhando para definir as datas da visita à Ucrânia. Uma viagem desse tipo seria extremamente benéfica para concretizar soluções em prol da paz”, indicou o presidente ucraniano após a ligação, que ocorre em meio ao recrudescimento do conflito, com um aumento dos ataques com drones entre as forças russas e ucranianas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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