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MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) - A Ucrânia indicou nesta quinta-feira que o Exército russo enfrenta “problemas na frente” após o bloqueio da Starlink, empresa que oferece serviço de internet banda larga em locais remotos e que implementou um registro oficial para permitir o acesso apenas às forças ucranianas.
O assessor do Ministério da Defesa, Sergi Beskrestnov, garantiu à agência de notícias ucraniana RBC que o comando e controle das forças russas se complicou devido ao bloqueio da Starlink, chegando até mesmo a forçar a paralisação parcial das operações militares. “O inimigo não só tem problemas na frente, como enfrenta uma catástrofe. Todo o comando e controle das tropas entrou em colapso. As operações de assalto foram interrompidas em muitas áreas”, afirmou o assessor ucraniano. Os problemas teriam surgido para as unidades militares russas que não apresentaram registros para os terminais privados da Starlink. No final de janeiro, Kiev entrou em contato com a SpaceX, empresa do magnata Elon Musk, diante das acusações de que drones russos em cidades ucranianas usam satélites Starlink. A SpaceX respondeu rapidamente às demandas da Ucrânia e propôs formas concretas para resolver essa questão, que passam por solicitar um registro para os terminais privados da Starlink. A questão tem ocupado os últimos dias o ministro da Defesa da Ucrânia, Mijailo Fedorov, que exigiu que “as tecnologias ocidentais continuem apoiando o mundo democrático e protegendo os civis” e “não sejam utilizadas para o terrorismo e a destruição de cidades pacíficas”.
Nesta quinta-feira, Fedorov aplaudiu o fato de que o método de registro está funcionando para que apenas operem sistemas que cumpram esse requisito. “Os terminais autorizados operam normalmente. Continuamos com a verificação e colaboramos com a Space X para garantir um rápido registro dos terminais”, afirmou. Assim, ele avaliou os passos dados pela empresa de Musk, afirmando que o contato é contínuo e está permitindo implementar “o primeiro caso mundial em tempo real” de registro na chamada “lista branca”.
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