Europa Press/Contacto/Pavlo Bahmut
MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, advertiu que “o período de ‘ignorância’ diplomática chegou ao fim” e que responderá como merece às manifestações “hostis” vindas do governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a quem classificou como “uma ameaça para seu povo”.
“Acho que o primeiro-ministro da Hungria é uma ameaça para o seu povo”, avaliou Sibiga em relação a Viktor Orbán, a quem acusou de usar a guerra na Ucrânia para fins eleitorais, às vésperas das eleições legislativas de 12 de abril.
Assim, o chefe das Relações Exteriores denunciou que “a retórica antiucraniana” é um tema recorrente do governo de Orbán, que está “transformando artificialmente” a Ucrânia “em um fator da campanha eleitoral”.
O chefe da diplomacia ucraniana explicou que Kiev está se preparando para diferentes cenários após as eleições na Hungria e advertiu que responderá “com firmeza a qualquer manifestação hostil”, mas não a “cada bobagem” que vem do governo húngaro e seus funcionários.
“Acho que respondemos com determinação suficiente e demonstramos que estamos dispostos a agir se necessário, mas não vamos perder tempo todas as vezes”, afirmou ele em entrevista ao jornal digital ucraniano European Pravda.
No entanto, Sibiga sublinhou que “não há outra opção senão conseguir o voto da Hungria” para a tão almejada adesão da Ucrânia à UE e que, portanto, aguardarão qualquer mudança que “permita levantar este veto” após as eleições que se realizarão em pouco mais de dois meses nesse país.
Sibiga destacou que Orbán é o “único obstáculo” que impede a adesão da Ucrânia à União Europeia e que “está bloqueando a inclusão de uma parte do povo húngaro no espaço comum europeu”, em alusão à região ucraniana da Transcarpácia, que conta com uma importante população de origem húngara.
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